quinta-feira, 28 de maio de 2015

Em comemoração a bela notícia de que o John Green virá ao Brasil para o lançamento do filme Cidades do Papel, segue a resenha de A Culpa é das Estrelas, grande best seller do autor :) Hazel é uma adolescente com câncer em estado terminal que se mantém viva graças a um remédio experimental. Incentivada por sua mãe, frequenta a contragosto um grupo de apoio onde conhece Augustus, Gus para os íntimos, um fofo sobrevivente do câncer por quem rapidamente cria afinidade.


Não exagero no fofo, e isso é uma das coisas que mais gostei no livro. Gus é uma graça, mas em nenhum momento Hazel o edifica como um jovem semideus lindo, maravilhoso e perfeito. O amor que surge entre os dois também é fofo, nada daqueles romances adolescentes grudentos e babosos. Um romance bonito e honesto.

Hazel é apaixonada por um livro chamado Uma Aflição Imperial. Mas o dito livro não tem fim, ele acaba abruptamente como se a protagonista (também com câncer) tivesse morrido antes de concluir a história. E isso é uma das coisas que menos gostei no livro. Ela e Gus ficam ali, debatendo e filosofando sobre Uma Aflição Imperial, outros livros e outros assuntos, durante páginas e mais páginas.


É cheio de metáforas e frases profundas, algumas muito bacanas. O livro é bem escrito, possui vários diálogos inteligentes, mas jovens de 16 e 17 anos realmente falam e pensam daquela maneira? Senti que a história demorou para pegar no tranco. Passei a gostar mais do livro do meio para o final, mas o meio para o final é um tanto quanto rápido demais. Estava lendo e quando vi, pronto, acabou.


Sinceramente? Não sei o que sinto em relação ao livro. Não gostei dele de todo mas também não posso dizer que odiei. É um dos raros casos onde prefiro o filme.

Jack metendo o bedelho:

Como a Thalita, também li antes do filme e adorei as metáforas e frases profundas do livro, porém discordo dela em alguns pontos - dois em especial. Primeiramente, eu não diria que TODOS os jovens de 16/17 anos tenham a maturidade de Hazel e Gus, mas acredito firmemente que alguns sejam assim especiais e inspiradores - eu tive a oportunidade de encontrar alguns. Segundo, sobre o ritmo do livro, acho que foi proposital e ouso dizer um tanto quanto inteligente por parte do autor, como ele mesmo diz “do mesmo jeito que alguém cai no sono: gradativamente e de repente, de uma hora para outra” - de uma certa forma a vida é assim, especialmente para quem tem doenças terminais.

Em resumo, eu gostei bastante do livro, mas não cheguei a fazer parte de todo o frenesi que ele resultou. Mas, sendo a manteiga derretida que sou, me emocionei como a maior parte dos leitores também o fez (especialmente aqueles que também já tiveram um caso de câncer em sua família). Gostei bastante da forma como John Green escreve, é gostoso de ler, e ele sendo um Potterhead ávido, já ganhou pontos comigo antes mesmo de eu abrir o livro - não que isso tenha nada a ver com o assunto, apesar de sempre ter a ver com o assunto. ;D


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