quinta-feira, 2 de julho de 2015


Desde quando comecei a ler Stephen King (e isso remota aos tempos em que lia Harry Potter, ou seja, bastante tempo), quis ler A Dança da Morte, mas sempre posterguei, pois só encontrava usado a preços exorbitantes. Então surtei quando descobri que a Suma de Letras havia relançado o livro <3




O exercito americano deixa escapar um vírus mortal que se espalha rapidamente. Os acometidos pelo, entre diversos nomes o meu favorito, Capitão Viajante, morrem em poucos dias, sem qualquer chance de cura. Os pouquíssimos, e inexplicaveis sobreviventes, passam a sonhar com uma senhora conhecida como Mãe Abigail, e se encontrando aqui e ali na estrada, rumam em busca dela. Os sobreviventes que pertencem, digamos, ao Lado Negro da Força, são atraídos por outra figura, Randall Flagg, o Homem Escuro.



Acompanhamos a jornada de diversos personagens em busca daquilo que foi destruído: qualquer resquício de sociedade, segurança e conforto. O livro é dividido internamente por três livros. O primeiro trata da parte que mais gostei, como o vírus se espalhou e tudo o que causou. E King pensa em absolutamente tudo. As familias devastadas, o Governo tentando amenizar a situação, a manipulação das redes de comunicação e o colapso dos serviços. O sobrenatural é inserido definitivamente no segundo livro, quando dos personagens passam a sonhar ou com Mãe Abigail ou com Randal Flagg, partem em busca de uma dessas figuras e enfim tentam reconstruir a sociedade. E finalmente, no terceiro livro, os dois grupos tomam consciência um do outro e da ameaça por trás disso.


Uma das coisas que mais admiro no Stephen King é a forma como ele constrói a personalidade dos personagens. Geralmente conhecemos os protagonistas aos poucos, muitas vezes em situações que em um primeiro momento não parecem importantes, em outras até mesmo desconexas da história em si. O cuidado é tamanho que se estende até mesmo os secundários, ou aquele insignificante, que aparece apenas em um paragrafo. King faz com que nos importemos com o personagem, que sintamos vontade de conhece-lo melhor. A Dança da Morte é recheado de personagens memoráveis, em especial Nick Andros e Tom Cullen. O momento em que os dois se conhecem vale pelo livro todo e só prova toda a genialidade de King.


Confesso que é uma história que vale mais pela viagem do que pelo destino. Gostei muito da primeira parte mas não apreciei tanto a segunda e a terceira. Diversas passagens, principalmente os pormenores da reconstrução da sociedade e a luta pela sobrevivencia, me lembraram The Walking Dead. Ou ao contrario, já que o livro veio muito antes das HQ’s e da série. Não tenho medo de livros grandes, mas ler um calhamaço de mais de 1200 páginas é um tanto quanto complicado. O livro é pesado e difícil de carregar. Por ser dividido em três partes, ficaria bem em uma trilogia. O livro é bom, valeu por todos os anos que esperei para lê-lo, mas não entra para os meus favoritos do autor.


Tudo que ele pode tirar de mim é aquilo que eu algum dia teria que dar, de qualquer maneira - minha vida.

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