segunda-feira, 30 de novembro de 2015



Conheci a escrita de John Boyne graças aos seus livros de ficção história como O Palácio de Inverno e O Pacifista. É inegável dizer que o cara é versátil. Escreve romance histórico, livro de terror e livros infanto juvenis. E A Coisa Terrível Que Aconteceu Com Barnaby Brocket é um livro puramente infanto juvenil.




Na história, a mãe e pai de Barnaby, Alistair e Eleanor Brocket, são um casal enfadonhamente normal, cujo maior desejo é viver de um jeito normal e criar seus filhos normais. Até que Barbaby nasce e só para quebrar a rotina… flutua!

Desde o nascimento, os pais, principalmente Eleanor, ficam horrorizados com seu filho anormal. Temem acima de tudo as possiveis críticas e mexericos vindos de amigos e vizinhos sobre o estado flutuante de Barnaby. Até que num ato extremo, resolvem “soltar” Barnaby e deixa-lo flutuar livremente por si mesmo. O garoto de oito anos se vê então em uma aventura, flutuando pelo mundo (inclusive pelo Brasil!) e conhecendo pessoas tão ou mais diferentes que ele.


Ao público proposto, A Coisa Terrível Que Aconteceu Com Barnaby Brocket é um prato cheio. Além da fantástica abordagem sobre compreender e aceitar as diferenças, próprias e de terceiros, o livro trata também sobre respeitar as vontades da criança. Sabe quando papai e mamãe querem que a filhinha linda faça aulas de balé clássico enquanto a criança quer mais é lutar judô? Bem isso.

Para os demais públicos acredito que aí vai depender. As vezes estamos com o “espirito da coisa” para ler ou fazer algo. Pois então.  Eu não peguei o espirito do livro. Não consegui me cativar com a história, e por mais que pensasse que o livro é infantil foi difícil aceitar certas situações absurdas. Mas pelo menos a escrita é fluída e a leitura rende bem. As páginas trazem inúmeras ilustrações fofas de Oliver Jeffers.


Tive bastante dúvidas no momento de dar nota a esse livro. Ao público alvo, ele é excelente, seria nota cinco sem pensar duas vezes. Mas como leitora já bem distante do público alvo (me sentindo idosa…) a leitura não engrenou. Portanto, três e meio para ficar no meio termo. Por mais infantil que o livro seja, a mensagem pode atingir pessoas das mais variadas idades. E por mais que eu não tenha gostado de todo, me atingiu também. Pois afinal, o que é ser normal?


Porém, para sua surpresa, Barnaby não curtiu ser igual aos outros. Era como ele fingisse ser alguém que não era.

10 comentários:

  1. Olá ^^
    Amo os livros do John Boyne, sempre abordando temas sérios, mas sempre focados em todos públicos.
    Adorei sua resenha!

    Bjinhos,
    http://livrosentretenimento.blogspot.com.br/

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    1. Olá!
      Também gosto muito. Por mais que eu não tenha curtido esse gostei da tematica.
      Bjs

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  2. Boa tarde, Thalita!
    Que livro mais lindinho! Eu não sabia que John Boyne escrevia em tantos estilos diferentes. Achava que ele ficava mesmo só nos romances históricos...
    Essa história me fez lembrar de um conto do Joe Hill, chamado "Pop Art", do livro "Fantasmas do Século XXI". Nesse conto, um dos personagens é um menino inflável. Ele é como se fosse um balão de ar quente, e tem muitos problemas em ser aceito pelas pessoas, além de ser relativamente frágil por sua condição "de balão".
    Mas voltando à resenha, eu acho que adoraria ler esse livro! Me pareceu uma forma leve de abordar esse assunto delicado das diferenças.

    Passei aqui para avisar que te marquei na TAG Hábitos de Leitura lá no blog. Passa lá pra visitar! http://loucura-por-leituras.blogspot.com.br/2015/11/tag-habitos-de-leitura.html

    Um grande abraço!
    Lethycia Dias

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    Respostas
    1. Olá Lethycia!
      Ele escreve sim. Eu costumo gostar mais dos romances históricos. Fiquei mega curiosa para ler esse conto do Joe Hill! Não o conhecia e realmente, são mega semelhantes!
      Muito obrigada por nos marcar na TAG, em breve responderemos :D
      Bjs!

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  3. Oi Thalita!
    Não conhecia esse livro do Boyne. Pena que você não tenha curtido tanto a leitura, mas estar com o “espirito da coisa” é mesmo fundamental para gostar de um livro assim tão distante da gente (seja pelo gênero, ou pela faixa etária a que ele se destina).
    PS.: Morro de vontade de ler O Palacio de Inverno. Comprei ha alguns anos, mas ainda não li.
    Beijos,
    alemdacontracapa.blogspot.com

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    1. Olá Mariana!
      Pois é, fiquei meio triste. Do Boyne já percebi que só gosto realmente dos romances históricos. O Palacio de Inverso é demais! O meu favorito dele, achei a história linda <3
      Bjs

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  4. Adorei o livro! Sua resenha é ótima, tá de parabéns. Gosto mt desse gênero por isso acabei me interessando por ele. Bjss ❤️

    Segue lá -> Blog Menina da Livraria

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    1. Olá!
      Obrigada! Estou te seguindo também ;)
      Bjs

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  5. Olá Thalita,

    Gosto demais dos livros do autor ele é um dos meus favoritos, esse livro já está na minha lista de desejados e quero muito ler, ótima resenha....bjs.

    http://www.devoradordeletras.blogspot.com.br

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    Respostas
    1. Olá Marco!
      Obrigada! Também gosto muito do Boyne, principalmente quando ele lida mais com ficção histórica.
      Bjs

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