quinta-feira, 21 de janeiro de 2016


Vocês sabem que eu adooooooro um romance histórico, portanto fiquei mega feliz quando a minha amiga Joy me deu A Última Concubina de Natal. Valeu Joy :)


Sachi tem 11 anos quando é feito o anuncio da passagem da princesa Kazu pela aldeia onde mora. Filha adotiva de camponeses, Sachi sempre foi tida como diferente por conta de sua compleição delicada, pele clara e olhos verde escuros. A princesa chega e, encantada com sua beleza e audácia, leva Sachi consigo para viver no Castelo de Edo, no misterioso Palácio das Mulheres, local onde convivem 3 mil mulheres dedicadas unicamente a servir o jovem xogum.




Anos mais tarde e já tendo se tornado uma refinada dama, Sachi é escolhida como concubina do xogum. Infelizmente o xogum morre pouco tempo depois, e em um Japão a beira de uma guerra, Kazu envia Sachi como sua sósia a fim de despistar os invasores sulistas. Junto de sua criada Taki, são abordadas por ronins, samurais sem senhores a quem responder, e conhecem Shinzaemon. Após tantos anos trancadas e sem qualquer contato masculino, elas a contragosto se deixam proteger pelos raptores e não demora para que surja um interesse amoroso entre eles.



Os costumes do Japão da época chegam a ser chocantes.  Em uma sociedade em que não existia o conceito de amor e rigidamente dividida em castas, mulheres existiam apenas para gerar filhos e servir aos maridos. O intuito da vida era morrer com honra, não importasse como, sendo o suicídio bem aceito entre todos. Outro ponto interessante é a chegada dos estrangeiros e a descrição deles pelos personagens. Não eram nem ao mesmo considerados humanos e a gentileza de um homem para uma mulher era vista como falta de masculinidade.





O livro só não leva uma nota maior por conta das repetições de informações. Características físicas dos personagens e lembretes constantes de situações já passadas incomodam e atrasam a leitura. O livro poderia tranquilamente ter cem páginas a menos. A escrita é fluida e simples, tendo a autora preservado alguns termos em japonês. A obra possui um sumário e um mapa do Japão na época. Gostei bastante da leitura e de ter conhecido esse pedacinho da história.




6 comentários:

  1. Oi, Thalita!
    Realmente a repetição de informações nos cansa. Tem vezes que largo um livro por um bom tempo por conta disso.
    Amei sua resenha!
    A capa do livro é linda, assim como tenho certeza que as ilustrações dentro também.
    Beijos
    Balaio de Babados

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    Respostas
    1. Olá Luiza!
      Pois é, me cansa e irrita um pouco. Mas ainda assim gostei bastante do livro.
      Bjs

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  2. Oi, Thalita! Que interessante esse livro! Estou lendo Memórias de uma gueixa e também estou percebendo algumas das situações que você pontuou no texto, como a submissão das mulheres. Muito triste!

    Bela resenha e que chato o livro ser redundante! Essa é uma das características que mais odeio em um livro!

    Beijos!

    Leituras & Gatices

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    Respostas
    1. Olá Hel!
      Ahhh mega curiosa para a sua resenha de Memórias de Uma Gueixa. Adoro o filme e o livro.
      Também não tenho paciencia, as repetições vão me irritando. Mas ainda assim curti o livro.
      Bjs

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  3. o livro parecer ser muito boa a história meio que me lembra de memórias de uma gueixa mas com certeza me deu vontade de ler ele. Informações repetitivas me dão vontade de deixar o livro para lá. Mas acho que talvez leia quem sabe...

    blablabladalis.blogspot.com

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    Respostas
    1. Olá Lis!
      Rambém me lembro Memórias de Uma Gueixa, mas são histórias bastante diferentes. Mesmo com as repetições curti o livro, principalmente por abordar um pedacinho da história e de uma cultura que eu não conhecia.
      Bjs

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