segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Reparação é o livro, aclamado pela crítica e público, que deu origem ao famoso filme - um de meus favoritos - “Desejo e Reparação”, com Keira Kightley, James McAvoy e Saoirse Ronan. E essa, senhoras e senhores, é uma história a não ser esquecida.





Eis a história de uma garota inglesa na década de 30, uma garota que acha que compreende o mundo muito além de sua idade e que, naturalmente, está enganada. Briony Tallis, uma brilhante jovem com uma mente altamente imaginativa e que, em sua inocência e incapacidade de compreender as motivações adultas, precipita-se numa terrível decisão que desencadeia uma série de eventos que mudará para sempre as vidas das pessoas que mais ama.

Meu paperback batidinho. Adoro essa capa simples (não gosto de capas com cartaz de filme).
A provocante narrativa de Ian McEwan é elaborada, intensa e vividamente detalhada. A mesma cena é frequentemente exposta por diferentes pontos de vista, gerando um resultado espetacular. O desenvolvimento psicológico dos personagens é impressionante e possibilita ao leitor entender as motivações de cada um e como isso vem a impactar seus destinos no desenrolar da história. Dito isso, não se trata de uma leitura fácil não é nenhum John Green. Estou acostumada a ler em inglês, mas admito que com esse livro tive dificuldade e um certo trabalho não apenas com o vocabulário desenvolto, mas com os longos e complexos parágrafos e sentenças, todos brilhantemente interligados nessa obra não linear. O livro é dividido em três partes, das quais a primeira eu devorei ávidamente, a segunda achei excepcionalmente bem escrita porém bastante cansativa e cheguei a pausar a leitura por um longuíssimo período de tempo por esse motivo. Retomei a leitura para uma terceira e última parte que devasta e até enfurece, mas não decepciona. Aliás, se eu fosse resumir o livro em uma palavra, seria essa: Devastador.

Porque estou chorando, Robbie? Acho que você sabe o motivo u.u
Quem já assistiu “Desejo e Reparação” sabe do que estou falando. Eu já vi o filme incontáveis vezes e em cada uma delas meus olhos se enchem de lágrimas chorona assumida detectada. O filme é mais uma perfeita adaptação de Joe Wright (mesmo diretor do meu amado Orgulho e Preconceito), na qual o diretor conseguiu um grande feito ao trazer para as telas uma adaptação bastante fiel de um livro tão profundo psicologicamente.

Só pra dizer que eu amo a fotografia e a trilha sonora do filme (a máquina de escrever é o toque final).
Esse livro tem o que é muito provavelmente a mais bela e bem escrita cena de amor que já li em toda minha vida. Se você já viu o filme, sabe que me refiro a cena da biblioteca que foi lindamente adaptada, mas que nas páginas do livro beira a perfeição. A escrita é poderosa e delicada, absolutamente detalhada e bem desenvolvida e apresenta com brilhantismo ímpar o momento em que duas pessoas que se conheceram literalmente a vida inteira tomam coragem para tornarem-se completos estranhos, dispostos a se redescobrirem e juntos descobrirem a si mesmos pela primeira vez. É uma escrita impressionante, apaixonante e comovente, capaz de trazer lágrimas aos olhos do leitor. Absolutamente linda.

*-----*
Esse é um romance único sobre amor e guerra, culpa, inocência e perdão. Quanto ao título, esse é a cereja no topo do bolo. A total compreensão de seu significado vem apenas no exato final, bem nos últimos parágrafos… Aqueles que ficam ressoando na cabeça do leitor.


“It wasn’t only wickedness and scheming that made people unhappy, it was confusion and misunderstanding; above all, it was the failure to grasp the simple truth that other people are as real as you.”



Tradução livre:

“Não era apenas maldade e intrigas que faziam as pessoas infelizes, era confusão e mal-entendidos; acima de tudo, era a incapacidade em compreender a simples verdade de que outras pessoas são tão reais quanto você.”


14 comentários:

  1. Oi, Jack!
    Eu só assisti ao filme e ele é um dos mais lindos que já vi.
    Outro dia que fui descobri que havia o livro, acredita?
    Adorei sua resenha! Ficou muito linda e deu pra perceber que você se envolveu mesmo com a leitura.
    Beijos
    Balaio de Babados

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    1. Obrigada, Luiza. O livro é bastante imersivo mesmo viu e o filme é uma das melhores adaptações que já vi de um livro, um grande feito.
      Beijos

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  2. Oi, Jack :)

    "Não é nenhum John Green" Hahahahah, como eu ri!

    Fiquei muito interessada nesse livro e até tentei fazer uma forcinha para que ele fosse uma das leituras do clube do livro que participo, mas na votação escolheram outro.
    Quando você falou em cena de amor bem escrita, me peguei pensando que eu nunca li nenhuma cena de amor assim, todas são clichês e algumas beiram o ridículo, um dos principais motivos para eu passar longe de romances é esse.

    Já reparou como livros bons nem sempre são aqueles que lemos rápido? Eu já amei livros que eu quase desisti de ler, mas por fim, teria me arrependido porque livros bons são aqueles que te picam, como diria o Kafka.

    Amei a resenha, linda demais!

    Beijos!

    Leituras & Gatices

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    Respostas
    1. Oi, Hel. Juro que não usei a analogia de forma pejorativa, mas ele foi o primeiro autor de leitura fácil que veio na minha cabeça hahah Acho que o contraste não poderia ser mais claro hahah
      Sim, concordo com você que as cenas de amor muitas vezes são super água com açúcar. Mas essa é simplesmente verdadeira, forte e a forma como ele põe os sentimentos dos personagens é impressionante e linda. Nunca vi algo igual.
      Realmente, cheguei a comentar com as meninas que estava com dificuldades de terminar esse livro (ano passado eu parei ele por uns 7 meses a fio antes de retomar e terminar), mesmo a resenha eu fiquei uns 3 meses digerindo a leitura antes de escrever. Mas valeu a pena, é uma obra ótima e tem passagens que ficam ressoando na cabeça por um tempão depois que você fecha o livro.
      Obrigada por ler ^^

      Beijos.

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  3. Nossa, não conhecia o livro, mas já fiquei doida pra ler. Adoro histórias assim, tocantes.
    Pelos frames do filme que você escolheu, ele parece ser muito bonito também.

    Beeijo
    Resenhando Sonhos

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    1. Eu vi o filme há anos atrás e me apaixonei logo de cara, mas só recentemente li o livro. Ambos são lindos.
      Beijos.

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  4. Oi (:
    Não conhecia e achei lindo, gostei muito da capa.
    E esses gifs no post ficaram incríveis <3
    bj


    @saymybook
    saymybook.blogspot.com

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    Respostas
    1. Obrigada, Jess. Esses gifs são algumas das melhores partes do filme.
      bj

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  5. Oi Jack!
    Ainda não assisti ao filme pois tenho muita vontade de ler o livro. Adoro um romance e acredito que vou gostar muito desse livro.

    Beijos,
    Epílogos e Finais

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    Respostas
    1. Oi, Bianca. Esse é um dos raros casos que digo que a adaptação é perfeita e que não afeta a leitura. Vi o filme muito antes de ler.
      Beijos.

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  6. Oi Jack,
    Nossa não conhecia o livro e como adoro romance gostei muito da premissa, você fala tão bem que é difícil não gostar.
    Tambem não vi o filme mas esta anotado aqui rsrs.
    Bjs
    Diário dos Livros

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    Respostas
    1. Oi, Jessica. Ambos valem muito a pena, o filme é um dos meus favoritos de todos os tempos.
      Bjs

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  7. Oi, tudo bem?
    Pode me bater, eu nunca assisti ao filme e nem lembro de já ter ouvido falar. Mas pelo o que você comentou, é bem tocante e mexe muito com o leitor. Fiquei interessada na leitura!
    Beijos, http://lendocomabianca.blogspot.com.br/

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  8. O filme fez sucesso na época do lançamento, se não me engano até ganhou o Oscar de trilha sonora. Mas isso já tem quase uns 10 anos acho. De qualquer forma, vale muito a pena assistir e ler também.
    Bjs,

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