quinta-feira, 24 de março de 2016


Eu me tornei uma leitora aos doze anos de idade e um dos responsáveis por isso foi Luiz Fernando Veríssimo. Me lembro até hoje qual foi a primeira crônica que li: “O lixo”. E foi assim que eu iniciei minha vida nas bibliotecas, caçando seus livros. Esse ano, o autor completará 80 anos e hoje, com mais de 60 obras publicadas - dentre coleções de crônicas, romances e quadrinhos -, divulga seu mais recente livro de crônicas: “As mentiras que as mulheres contam”.




Primeiramente, gostaria de esclarecer para quem não o conhece direito que, apesar do tom irreverente de sua escrita, Luiz Fernando Veríssimo beira o cúmulo da timidez e, por isso raramente dá entrevistas ou participa de grandes eventos, pois admitidamente tem pânico de falar em público. Assim sendo, meu sonho de conhecer um dos meus ídolos da juventude era algo para mim pouco provável até então. Mas qual não foi minha surpresa quando a minha queridíssima amiga Thalita (vlw Tha) me mandou uma mensagem numa noite de segunda para avisar que ele estaria num bate-papo no Sesc Bom Retiro no dia seguinte. E foi assim que eu, na semana passada acompanhada pela minha tia Ma e minha amiga Rose (obrigada suas lindas <3), finalmente realizei um dos meus sonhos e pude ouvi-lo num bate-papo excepcionalmente agradável.

Quem me conhece realmente sabe que, apesar de tagarela, sou muito tímida e tenho muita dificuldade de falar em público. Mas aquela era a minha chance, o momento pelo qual aguardava há quase 14 anos e se ele, também tímido, conseguia, eu tinha como missão vencer esse obstáculo. E foi assim que, quase infartando, tremendo na frente de um auditório de desconhecidos eu pude agradecer ao autor que mudou minha vida, citando minhas crônicas prediletas, e receber sua gratidão em retorno. Foi um momento único para mim, por várias razões, e certamente um dos dias que eu jamais esquecerei. Depois disso, pude tirar uma foto com ele e receber o tão sonhado autógrafo.


Muita emoção, gente. Ele é muito fofo e simpático <3

Ah esse autógrafo *---*

E então, depois de alguns anos sem ler, abrir seu novo livro foi como voltar para casa. Aquela sensação familiaridade, a intimidade com a escrita e a forma como o autor brinca com palavras e nomes. É como se o tempo não tivesse passado, mesmo hoje eu sendo uma pessoa completamente diferente da garotinha que um dia tornara-se fã de sua escrita. Os textos simples e leves com os quais eu crescera estavam ali novamente para mim e devo dizer que isso é um alento e tanto, uma pausa bem-vinda para as leituras mais densas que tive recentemente.

Não posso dizer que “As Mentiras que as Mulheres Contam” seja seu melhor trabalho, há sim livros muito mais divertidos e sagazes do autor, mas ainda assim é Veríssimo e para mim isso basta. Cada crônica nova conseguia de alguma forma despertar a memória de uma antiga e, assim a leitura foi uma experiência agradável. Fiquei com vontade de reler alguns de seus clássicos como “O Analista de Bagé” e “As mentiras que os homens contam”.



- Ela disse “um minutinho”. Quer dizer que vai demorar. No Brasil, um minuto dura sessenta segundos, como em qualquer lugar, mas um minutinho pode durar uma hora.






12 comentários:

  1. Respostas
    1. Oi. Luiza. Foi um momento muito especial. Vamos torcer por mais momentos assim em nossas vidas o/
      Beijos

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  2. Amei a resenha! Não leio muitos livros nesse estilo mas gostei bastante desse! :D
    http://blogmichaelvasconcelos.blogspot.com.br/

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    1. Oi, Michael. Atualmente também não leio muitos livros do gênero, mas foi uma porta de entrada ao mundo da literatura anos atrás, então carrega grande nostalgia para mim.
      Obrigada pela visita.

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  3. Acho que não consigo nem imaginar sua felicidade.
    Já li e tenho apenas dois livros dele, mas quero ler mais. Gosto porque são livros que deixam sensação boas na gente, além de fugir de temas e propostas dos demais livros que circulam por aí.
    Beijos
    http://recolhendopalavras.blogspot.com.br/

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    1. É legal dar uma quebrada no ritmo e ler algo leve e rápido assim né?
      Só de lembrar já me arrepio, foi um momento e tanto para mim.
      Beijos.

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  4. Oi Jack!
    Que momento lindo! Senti sua emoção daqui.
    Fico muito feliz que tenha realizado um sonho. Ele parece ser um fofo mesmo.
    Nunca li nada do Veríssimo (Shame on me!), mas tenho vontade e pretendo fazer isso em breve. Seu post, inclusive, despertou meu interesse.
    Adorei!
    Abraço!

    "Palavras ao Vento..."
    www.leandro-de-lira.blogspot.com

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    1. Obrigada, Leandro. Foi mesmo um momento de muita emoção.
      Leia sim! Espero que goste. Eu recomendaria "As Mentiras que os Homens Contam" ou "Comédias da Vida Privada". Se gosta de tirinhas, leia "As Cobras" é muito divertido e bastante político.
      Abraço.

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  5. Oi Jack,
    Do autor eu li dois livros: Mentiras que os Homens Contam e Diálogos Impossíveis e gostei bastante.
    Creio que apenas não leio mais livros do autor pq nao gosto tanto assim de crônicas.
    Ainda não conhecia essa coletânea e já anotei a dica.
    Abraço,
    Alê
    www.alemdacontracapa.blogspot.com

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    1. Oi, Alê.
      Curiosamente eu nem tenho o costume de ler crônicas, mas Veríssimo para mim foi um começo e assim carrega toda uma nostalgia. As Mentiras que os Homens contam é um dos meus livros prediletos dele, gosto também de Analista de Bagé e Ed Mort.
      Abraço.

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  6. Que máximo, se soubesse teria ido lá também. E um autor muito querido pra mim também. Ainda não li esse, mas está na minha lista.

    porquelivronuncaenguica.blogspot.com.

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    1. Puxa, Ronaldo. Acabou sendo informação de última hora mesmo, numa próxima vez postamos por aqui no ELFnews.
      Veríssimo é um querido mesmo <3
      Abraço

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