segunda-feira, 14 de março de 2016


Antes da parceria com a Editora Generale eu nem sabia que Conan era um personagem que teve sua origem na literatura. A leitura faz parte do Desafio Literário obrigatório do mês de março: um livro que virou filme :)

O livro é composto pelo único romance publicado sobre Conan mais três contos inéditos no Brasil. O bacana é que no romance Conan já é Rei da Aquilonia enquanto que nos contos ainda não. Gostei muito da oportunidade de ver o bárbaro em diferentes posições de poder e perceber que, sendo rei ou não, Conan mantem seus ideais.


No romance, chamado de “A Hora do Dragão”, Conan se prepara para a batalha quando é acometido por uma misteriosa paralisia. Temeroso sobre a reação da tropa, envia um sósia em seu lugar que infelizmente sucumbe em um desabamento de rochas. Quando a força retorna a seus membros é tarde demais. O exército se dissipou acreditando que o Rei estava morto. Conan é capturado e se vê cara a cara com Xaltogun, um poderoso feiticeiro trazido a vida por meio da pedra preciosa conhecida como Coração de Ahriman. O bárbaro então entra em uma alucinada busca pela pedra a fim de tentar destruir Xaltogun e reconquistar o seu reino.


Em “Além do Rio Negro” vemos a história da perspectiva de Balthus. O rapaz é salvo por Conan, que vasculha a floresta em busca de pictos. A tribo é uma ameaça as pessoas e a um forte próximo, portanto o cimério e seu novo amigo precisam protege-lo. No “As Negras Noites de Zamboula” Conan se vê em meio a um mistério. Viajantes somem quando pernoitam em uma determinada estalagem. Instigado a descobrir o que acontece, dá de cara com Zabini e resolve ajudar a bela moça. E por fim, em “Os Profetas do Círculo Negro”, o bárbaro precisa salvar sete companheiros e para tanto sequestra a Divina Yasmina a fim de usa-la como moeda de troca, até que se vê em uma encrenca maior do que imaginava.


Gostei muito do personagem. Conan pode ser um bárbaro sanguinário e rude, mas sua conduta e ideais muitas vezes são superiores aos dos homens civilizados. Falando em sangue, o livro é perfeito para quem curte batalhas e aventura. O elemento fantasia é apresentado de forma natural tanto para o leitor quanto para os personagens no livro.


Mas a leitura não fluiu da forma que eu gostaria. O autor é extremamente detalhista e faz uso sem dó de adjetivos. As vezes leva um parágrafo inteiro para descrever algo que consumiria meia frase, o que deixa o texto desnecessariamente denso. Mas por outro lado a densidade da leitura dá brilho a obra. O que algumas passagens tem de cansativas outras tem de extremamente empolgantes, como por exemplo a tomada de um barco por Conan. Mais um pouco e eu estaria gritando Amra junto dos escravos!


A edição da Generale ficou muito bonita. As páginas do miolo tem boa impressão e são bastante grossas. No fim do livro existem algumas fotos coloridas e em ótima resolução do Conan interpretado pelo Jason Momoa. Falando no filme, assisti e gostei. Apesar de não se utilizar diretamente de nenhuma história do romance, contar com atuações razoaveis, alguns personagens caricatos demais e efeitos especiais medianos, o longa pega a essência do livro e entrega uma boa adaptação.


16 comentários:

  1. É bem do estilo das histórias de Conan esses excessos de detalhes. Não é um enredo que me desperte atenção, principalmente pelo filme também não ter me agrado, mas vale a pena para quem gosta do gênero.

    Visite: Cantina do Livro

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    1. Olá Carlos!
      Isso deu uma atrasada na leitura. Mas de resto gostei, gosto desse tipo de história :)
      Bjs

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  2. Ooi! Eu tambem não sabia sobre livro do Conan. Achei interessante, mesmo que eu nem curta o filme. Mas para quem curtiu é uma boa.
    É uma pena que a leitura não foi tão satisfatória assim. :(
    Beijos
    Sil - Estilhaçando Livros

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    1. Olá Silviane!
      O excesso de detalhes atrapalhou um pouco, mas ainda assim gostei. Curto esse tipo de história :)
      Bjs

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  3. Eu também não sabia que essa estória teve início em um livro, e acho que se tu não falasse eu nunca iria saber hahahaha
    Eu nunca vi o filme, isso é bom, pois geralmente me interesso mais em ler os livros primeiro. Agora vou deixar pra assistir o filme depois de ler. :)

    Abraço!
    Mago e Vidro
    | Sorteio DamnedGirls | NOVE livros pra você!

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    1. Olá Tisa!
      Sim, mesmo com os excessos eu curti os dois. Agora quero ver o filme mais antigo, com o Arnold.
      Bjs

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  4. Eu não sabia que Conan tinha origem nos livros '0'
    Eu vou confessar que nunca tive muito interesse pelo personagem ou pela a historia, mas vou tentar assistir o filme e se gostar do personagem dou uma olhada no livro também (ja que o livro nao tem a mesma historia de nenhum dos contos nao tem problema).
    Otima resenha :3
    xoxo

    Planeta94.blogspot.com.br

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    1. Olá Jason!
      Gostei disso. Eu geralmente fico reclamando quando o filme não é fiel, mas o Conan dá abertura para todo tipo de aventura, então gostei que resolveram criar uma nova história mas preservando as suas caracteristicas. O filme tem os seus defeitos mas nesse ponto ele é excelente. Quero agora assistir ao filme mais antigo com o Arnold :)
      Bjs

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  5. Oi :D
    Que legal ver esse livro aqui, conhecia só o filme.
    Adorei suas fotos <3


    @saymybook
    saymybook.blogspot.com

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  6. Apesar de não conhecer a obra, já ouvi muito falar do personagem e gostaria muito de lê-lo, gosto mt do genero e pelo visto esse livro é tudo de bom!

    Bjs

    http://www.leituraentreamigas.com.br/

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    1. Olá Janiele!
      Mesmo ele sendo as vezes excessivamente denso eu gostei muito. Vale a pena :)
      Bjs

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  7. Robert Howard e Lovecraft sofrem sempre as mesmas críticas por leitores brasileiros, no entanto são extremamente adorados pelos estudiosos estrangeiros, acredito que o grande problema disso se encontra no nosso português, não é que o cara é muito detalhista, na língua inglesa os adjetivos vem antes do substantivo, ou seja uma sentença em portugues como a casa soturna escura e empoeirada perde o sentido porque o leitor sabe desde o inicio que o objeto referido é uma casa, já em inglês "casa" fica no final da frase e todos esses adjetivos vem antes dando um certo suspense com relação ao que seria, entende? Eu gosto bastante desses escritores do início do séc XX, o ritmo das pessoas era outro e isso pode ser notado na maneira como escrevem. Hoje é tudo tão rápido, todo mundo está atrasado para algo, há pouco tempo para tudo, os trhillers hoje em dia podem ser devorados em uma noite insone.

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    Respostas
    1. Olá Rafa!
      Obrigada pela explicação. Eu de certo modo também curto, pirei em O Senhor dos Aneis, outro livro tido como excessivamente descritivo. Mas aqui algumas coisas me incomodaram. Lembro de uma passagem em que um dos personagens pegava uma pomba, amarrava um bilhete em sua perna e a soltava. Ele levou um paragrafo inteiro para descrever isso. Ai eu acho demais :/
      Bjs

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    2. Hahaha Eu ainda não li esse livro, meu primeiro contato com Conan foi através da antologia Magos de Issac Asimov, tem um conto do Howard lá e confesso que até parar para ler eu nunca tinha me interessado pelo personagem, culpa das adaptações para o cinema. O problema de livros antigos, digo do início do século passado é essa questão da agilidade do texto, hoje em dia uma mensagem no whats resolvia essa questão da pomba não? Hahaha estou há mais de dois meses lendo Solomon Kane, o Caçador de Dêmonios do Howard, leitura interessante, mas que em demasia cansa pelo ritmo lento. Outro que estou lendo e adorando é Histórias Sobrenaturais de Rudyard Kipling, contos que foram escritos nos últimos anos do séc XIX e tem como cenário a Índia Imperial, pela temática é muito interessante.

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    3. Olá Rafa!
      Exato huahua mas ok mandar a mensagem por pomba, só não precisa me descrever a cor da pomba, gramatura do papel usado na mensagem, tipo de fonte rs A Denise está lendo o Solomon! Curti esse Histórias Sobrenaturais, irei procurar ler. Obrigada pela dica ;)

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