quinta-feira, 21 de abril de 2016


Este é um daqueles livros que esfregam na nossa cara a dura realidade de antigamente, principalmente para quem fosse pobre ou mulher. Em Um Lugar Chamado Liberdade, quem nasceu pobre, homem, mulher ou criança, deve trabalhar noite e dia em uma mina de carvão, em um regime escravagista, pois os donos de terras não são apenas donos das terras, mas donos também de quem lida com a terra. A riqueza poderia ser detentora da liberdade para os herdeiros homens, mas jamais para as mulheres da classe, que eram obrigadas a mascarar sua personalidade em camadas de saias e estrangular seu espírito em um corpete apertado.


Somos apresentados a Mack McAsh, minerador escoces que sonha com a liberdade. Ao recorrer a um advogado londrino, Mack recebe uma carta alegando que sua atual situação é ilegal e que existem sim meios de se ver livre da escravidão. Ao comunicar a população de seus direitos, Mack também cutuca um vespeiro e foge para Londres onde trabalha livremente por um tempo. Até que se envolve em uma confusão e é sentenciado a viver como escravo nos EUA. Sua vida e seu destinho sempre se cruzam com Lizzie Hallim, moça da sociedade que prestes a falir, se vê obrigada a casar para manter suas terras e junto do marido também se muda para os EUA. 


Ken Follet mistura com maestria personagens ficcionais com fatos históricos, de forma sensível mas crua. O tratamento dado aos mineiros escoceses e aos trabalhadores londrinos é revoltante. Para mim uma das partes mais angustiantes do livro é a do navio, onde os deportados passavam toda a viagem acorrentados na horizontal sobre uma tabua. Já dá para imaginar o que aconteceria se ocorresse no meio do caminho uma tempestade que chacoalhasse violentamente o navio... 


O ritmo é excelente e é impossível não torcer pelo bem de Mack e Lizzie. Passando pela Escócia, Inglaterra e Estados Unidos, o livro é uma aula sobre o passado. Se as escolas usassem material desse tipo em suas aulas, com certeza haveriam muito mais alunos interessados em história.


14 comentários:

  1. Adorei o enredo, com certeza vou anotar a dica. Tenho pegado gosto por livros de época, mas livros que realmente contam a verdade de como a vida era difícil naquele tempo, principalmente para as mulheres.

    Abraços.
    aressacaliteraria.blogspot.com

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    1. Olá Vic!
      Então você provavelmente vai gostare muito deste :)
      Bjs

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  2. Oi, Thalita! ^^

    Gostei muito da sua resenha, acho que a essa altura do campeonato já fica redundante se eu disser que amo romances históricos, né? rsrs.
    Eu, na minha mentezinha, sempre imaginei que o Ken Follet só escrevesse fantasia, nunca li nada desse autor, mas sempre tive vontade de ler aquele "Os pilares da Terra". Só que ele escreve uns calhamaços tão grandes que dão até medo, ahsuahs.

    E realmente seria interessante trabalhar com esse tipo de leitura em sala de aula, mas a realidade é que esse tipo de livro é um material caro e que as escolas não têm acesso, principalmente as escolas públicas :/ Eu, sendo professora, já tive muita vontade de levar "1984", "A metamorfose" etc. para os alunos, mas é um processo difícil e requer muitas aulas. Infelizmente o tempo hábil é pouco e a educação privilegia a leitura de gêneros narrativos curtos como as crônicas e contos. (Me empolguei no papo escolar, vou parar por aqui)


    Beijinhos, Hel - Leituras & Gatices

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    1. Olá Hel!

      Não não, ele escreve romances históricos. Uma amiga que me indiciou o autor e desde que li me apaixonei. Não recomendo começar pelo Os Pilares da Terra. Apesar de muito bom é excessivamente grande.

      Magina, é bom conhecer como a coisa realmente funciona. Vendo assim realmente, o tempo hábil é uma complicação.

      Bjs

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  3. oi, oi.

    adorei a tua resenha, Thalita. curta, sucinta e direta. gosto assim. <3 confesso que eu não leio com frequência livros nessa vibe, mas a tua resenha me despertou a atenção pro livro porque eu me importo tanto com os direitos humanos (não é à toa que curso Direito).

    vou procurar o livro na livraria daqui. ;)

    bjs!
    Não me venha com desculpas

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    1. Olá Adriel!
      Obrigada :)
      Espero que goste. Ele tem uns lances bastante chocantes quanto aos direitos humanos.
      Bjs

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  4. Olá ! <3
    Eu amo o seu blog, eu decidi seguir seu blog , Você me seguir também?
    Uma saudação. Thank you.
    xox
    Laura
    obsesionporlalectura.blogspot.com

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  5. Oi, Thalita!
    Eu não conhecia esse livro do Ken... Percebi que ele é único. Vou aproveitar para conhecer a escrita do Ken.
    Beijos
    Balaio de Babados

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    1. Olá Luiza!
      É sim, e não é muito grande. Vale a leitura :)
      Bjs

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  6. Oi Thalita!
    Só li os livros da fase inicial do Ken Follet (os de espionagem, sabe?). Esses históricos ainda não caíram na minha mão, mas uma coisa que me atrai é essa mescla de personagens reais com fictícios. E concordo com você: as escolas deveriam usar de meios como esse para fazer os alunos aprender história, afinal, é uma matéria interessantíssima. Só se torna chata quando apresentada de maneira monótona.
    Beijos,
    alemdacontracapa.blogspot.com

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    1. Olá Mariana!
      Acho que dos mais antigos só li o O Buraco da Agulha. Gostei muito! Também gosto muito dessa mescla. Comecei agora a ler o Inverno no Mundo e está tendo muito disso.
      Bjs

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  7. Oi, Thalita, tudo bom?
    Estou louca pra ler esse livro!
    Adoro a escrita do Ken Follett e não me canso de ler o que
    ele escreve. Ele sabe bem como prender o leitor.

    Beijinhos.
    Sala de Leitura

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    1. Olá Luciana!
      Também adoro e realmente, ele sabe prender a atenção :)
      Bjs

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