segunda-feira, 8 de agosto de 2016


Mundo Sem Fim acontece 200 anos após a construção da Catedral de Kingsbridge em Os Pilares da Terra. Apesar de se passar depois e alguns personagens serem descendentes de Jack e cia, a leitura de Os Pilares da Terra não é obrigatória para o bom entendimento.

Mas ter lido Os Pilares da Terra dá um outro sabor a leitura. Após a primorosa administração do Prior Philip o mosteiro de Kingsbridge agora se encontra em crise. Para toda e qualquer ação o atual prior precisa pedir dinheiro emprestado para as freiras. Para piorar, a velha ponte da cidade caiu e os negócios serão prejudicados caso uma nova não seja erguida rapidamente.


Em meio a isso temos a historia de um jovem e quatro crianças cuja atual vivencia está entrelaçada com um fato do passado. Enquanto brincavam na floresta testemunharam o assassinato de dois homens do rei por Thomas. Thomas pediu para um deles, Merthin, ajuda-lo a enterrar uma carta e apenas revelar o segredo caso fosse morto. Ainda que após adultos cada um tenha seguido o seu caminho foi o acontecimento na floresta que os uniu e os tornou amigos.


Thomas renuncia ao título de cavaleiro e se torna monge. Anos mais tarde Merthin é um promissor aprendiz de pedreiro molestado pelo chefe e que deseja independência; Ralph dá asas a sua índole violenta e se torna escudeiro de um eminente conde; Caris é a filha inteligente do mercador de lã indecisa sobre o que fazer da vida e Gwenda é filha de um pai horrível cujo maior desejo é ter uma vida próspera ao lado do homem que ama.


No começo achei alguns personagens e problemas muito semelhantes com acontecimentos de Os Pilares da Terra. A presença do construtor sonhador, o homem violento e sem escrúpulos, a moça forte e determinada que foge do padrão para a época, a construção embargada por motivos políticos... Mas no decorrer das muitas páginas a história de desenvolve por si só e as semelhanças não atrapalham.


O foco aqui fica na revelação do grande segredo do irmão Thomas. Entre isso há disputas de poder dentro da igreja e da nobreza, casos amorosos, guerras e a peste. Algumas passagens são muito interessantes, principalmente sobre todas as armações politicas dentro do clero e da total ignorância e teimosia em relação ao tratamento de doenças. Mas senti falta de um objetivo maior no livro. Por mais que a vida e relacionamento dos personagens e da cidade sejam interessantes em Os Pilares da Terra havia a catedral como sustentação para a história e aqui não há nada tão impressionante, dando por vezes a impressão que o livro poderia ser mais curto sem grandes perdas.


Mas nem por isso a história se torna ruim. Após mais de duas mil páginas (se contarmos o livro anterior) Kingsbrigde parece uma cidade que efetivamente existiu e que seus personagens foram reais. Encontrei uns dois errinhos de digitação, mas nada grave ainda mais em uma obra desse tamanho. A Editora Arqueiro está de parabéns pela ideia de dividir o livro em dois e coloca-lo dentro de um box de qualidade. Muito mais fácil para ler e carregar e fica lindo na estante. A edição contam também com um mapa (adooooro).


Com uma base história primorosa aliada a escrita fluída e interessante de Ken Follet o livro é uma excelente narrativa de época para qualquer pessoa que goste de histórias que se passem na Idade Média.


2 comentários:

  1. Oi Thalita,
    Acredita que ainda nao li nada do Ken Follet? #ShameOnMe
    Não sabia que Mundo Sem Fim se passava no mesmo contexto de Os Pilares da Terra.
    Tbm fico bastante incomodado quando sinto que o autor enrolou e poderia ter condensado o livro sem perca de conteúdo.
    Abraço,
    Alê
    www.alemdacontracapa.blogspot.com

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    Respostas
    1. Olá Alê!
      Sério? Ele é muito bom, eu curto muito.
      Sim nesse ele enrolou um pouco, mas ainda assim vale a pena.
      Bjs

      Excluir

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