quinta-feira, 25 de agosto de 2016


Em O Rouxinol conhecemos Vianne e Isabelle, duas irmãs com uma grande diferença de idade e personalidade. Vianne é tranquila e centrada enquanto Isabelle é impetuosa e teimosa. O pai retorna da Primeira Guerra Mundial completamente mudado e, após a morte da esposa, não consegue criar as filhas, deixando-as nas mãos de uma governanta. Vienne logo conhece Antonie, se casa e constrói sua vida, enquanto Isabelle é enviada para internatos apenas para fugir deles.



A Segunda Guerra tem inicio. Antonie parte para a guerra deixando Vianne e a filha Sara em casa. Isabelle mais uma vez foge de uma escola de etiqueta. Enquanto Vianne deseja ardentemente que a guerra termine enquanto permanece quieta em seu canto, Isabelle quer lutar pela França e desafiar os nazistas. Em meio a tudo isso aparece Beck, um soldado alemão que, por conta da boa localidade da casa de Vianne, precisa morar com ela.  


Demorei para gostar de O Rouxinol. O livro melhora, e muito, do meio para o final, quando começamos a notar o amadurecimento dos personagens. Por mais que eu tenha tentando entender seus atos e considere a sua bravura, achei a Isabelle insuportável. Toda a sua impetuosidade rende um dos momentos mais burros que tive o desgosto de ler nos últimos tempos. Gostei infinitamente mais de Vianne que, dentro do possível, fez o necessário com o minimo de risco para a sua família.


Como dá para notar, o grande destaque do livro são as mulheres. Os homens podem ter ido para o front, mas as mulheres travaram suas lutas em casa contra as doenças, os invernos inclementes e a fome incessante. Também gostei muito de Beck, um exemplo de que nem todo alemão aprovava o que estava sendo feito, mas que para sobreviver precisava seguir ordens com as quais não concordava.


Acompanhamos a guerra do inicio ao fim, em uma narrativa em terceira pessoa intercalada com outra em primeira pessoa feita por uma Vianne mais velha. Sua narrativa pode até quebrar o ritmo, mas instiga a curiosidade do leitor ao dar dicas do que está por vir. A autora poderia ter se aprofundado mais em algumas passagens. Alguns momentos são corridos, personagens estão no ponto A e logo depois no B, dando a entender que estão mais proximos do que aparentemente estavam, lembrando muito os teletransportes de Mindinho em Game of Thrones.


A edição é bastante bonita com destaque para a capa predominantemente azul com o título em dourado. É daquelas capas aveludadas que ao mesmo tempo amo e odeio. Ao passo que adoro por conta da beleza, detesto por conta da praticidade. Por qualquer coisinha ela fica manchada. Por dentro as páginas contem detalhes super fofos de pássaros. Apesar de ter demorado para ser cativada, O Rouxinol agradou. Recomendado para quem gosta de histórias de guerra e um bom drama.



12 comentários:

  1. Esse livro está anotado na minha lista de desejados, a muito tempo, já tive a oportunidade de comprar
    mas achei que não era a hora. Ainda não rolo aquela química com esse livro, mas gostei da resenha e vou dar uma chance pra ele. beijos

    Taynara Mello | Indicar livros
    www.indicarlivros.com

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    1. Olá Taynara!
      Comigo demorou para rolar essa quimica. A Isabelle me irritou MUITO. Mas depois meio que me acostumei e me envolvi melhor com os demais personagens. Ai fluiu.
      Bjs

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  2. Oi, Thalita. Fiquei curiosa para saber porque o título do livro é O Rouxinol, estragaria alguma surpresa se contar?
    Gostei da resenha e da sinceridade.
    Beijinhos, Hel.

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    1. Olá Hel!
      Não estraga não. É o sobrenome das irmãs :)
      Bjs

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  3. Olá.
    Quero ler esse livro. Além de tudo, que capa linda, não é? :D Mas o fato do livro melhorar do meio para o final, me deixou com um pouco de receio, pois eu acho que desde o começo o livro tem que te prender de alguma forma.

    Beijos. | * Sorteio: A Rebelde do Deserto *

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    1. Olá!
      Ah as vezes você gosta dele desde o inicio :) a capa é realmente linda, foi o que mais me chamou atenção.
      Bjs

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  4. Oi, Thalita!
    Eu quase desisti de dar uma chance ao livro nessas fugidas de uma das personagens. Mas se você diz que ele melhora, vou acreditar.
    Beijos
    Balaio de Babados

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    1. Olá Luiza!
      Somos duas huahua mas melhora!
      Bjs

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  5. Oi, Thalita!
    Eu tava com tanta vontade de ler esse livro a um tempo atrás, mas depois simplesmente deixei de lado. E com essa confusão dos personagens, acabei meio que desistindo. Agora fiquei bem mais interessada e vou dar uma segunda chance a leitura! Ótima resenha :D
    Beijos!
    Borboletas de Papel | InstagramFanpageTwitter

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    1. Olá Aline!
      Dê sim, depois ele melhora muito :)
      Bjs

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  6. Oi Thalita... Gostei da resenha. Gosto de livros que mostrem o outro lado da guerra, não só o do soldado que foi lá e tal. O lado de quem ficou aqui e teve que pensar sempre no pior mas ter esperança ao mesmo tempo. Irei na Bienal no domingo, e quem sabe não adquira ele...

    Beijocas

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    1. Olá Carolina!
      Sim, foi o que eu mais gostei dele. Espero que encontre uma boa promoção :)
      Bjs

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