segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Basta ter um pézinho geek pra já ter ouvido essa acusação pergunta ao menos uma vez na vida. Se você tem gostos peculiares  - nada relacionado a 50 tons de cinza aqui, please - e você, como eu, é a única da sua família, então essa frase é mais corriqueira do que gostaria de admitir.


Porque depois de quase 27 anos sendo o tipo de garota - agora já não tão garota assim - que prefere Dragon Ball a desenhos da Barbie ou que é capaz de sustentar debates realmente sérios sobre qualquer assunto levemente relacionado a Harry Potter ou Star Wars, minha mãe ainda consegue se surpreender com coisas como o quanto eu gasto com “brinquedos”. Ela até se esforça pra entender meu entusiasmo com uma pelúcia do Togepi (UMA FREAKING PELÚCIA DO TOGEPI o/) ou meu novo bobble-head do Bobba Fett; chegou a me acompanhar nos Mc Lanches Feliz da vida só por causa dos brindes do Mario, mas com aquela cara de “Sério mesmo?!!!”. Apesar de ela nunca entender a emoção de disputar aquele desejado Funko Pop! no eBay, minha mãe já se rendeu e admite que é melhor eu gastar meu money com “brinquedos”  - again, nenhum tom de cinza aqui - do que com dorgas, mas isso obviamente porque ela desconhece o poder viciante dos colecionáveis huehue.

Mas a verdade é que é difícil, para quem não tem essa ligação forte com a ficção, entender essa nossa adoração. A ficção não apenas fez de mim uma pessoa melhor como literalmente fez de mim a pessoa que sou hoje, por vários motivos. Desde sempre fui muito madura para minha idade e não são meus "brinquedos" um motivo para questionar isso.  Afinal, uma coisa não tem nada a ver com a outra. Tem gente que gosta de novela, tem gente que gosta de futebol, eu gosto de ficção. É disso que eu gosto, como meus amigos também gostam e quem não consegue entender é porque não vive a ficção como nós vivemos. Não vão entender como isso impactou e impacta nossas vidas. Mas isso não faz de mim menos adulta, faz de mim a adulta que sou.

Enquanto isso, entre um pacote taxado e outro não (pelamor que venham mais dos não taxados), se eu “não cresço”, minha coleção cresce tal qual meu amor pela ficção ;D

2 comentários:

  1. É normal ser questionado em relação ao nosso amor pela ficção, minha família sempre me incentivou a ler livros e nunca se importaram por eu assistir animes que nem uma louca, mas ainda questionam em relação ao valor que eu gasto com isso! Tenho na minha estante livros que colaboraram para eu ser quem sou hoje e enxergar as coisas da forma que eu vejo, tenho orgulho de ser quem sou com os meus vícios em histórias! E é isso que importa!!!

    Beijos e até logo! ;)
    https://www.youtube.com/channel/UCq_t1Q7_GvQdRPI3sa4Z2gg/

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    Respostas
    1. Oi, Amanda. É exatamente isso. Quem não convive com a ficção não entende como ela nos transforma e quanto aprendemos através dela! <3
      Beijos ^^

      Excluir

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