segunda-feira, 13 de março de 2017

Há alguns dias comecei um livro que há muito gostaria de ler, gostei muito do primeiro e as expectativas estavam lá no alto com a continuação. O início não foi agradável e o decorrer da leitura foi beeem arrastada, a todo momento me questionava “o quê que tavaconteseno?!” A personagem principal foi trocada por uma lesma?! Cadê os elementos e tensões que tanto apreciei dois anos atrás? Teriam eles sumidos, nunca existidos ou eu mudado? Hummm, talvez um pouco dos três.

E para a riqueza do amadurecimento: a cor amarela! ♥

Vocês sabem: sou uma leitora fantástica irreparável! Vivo no reino da fantasia, dos cavaleiros e amazonas, das feiticeiras e magos, das mitologias e dos dragões. Nunca me apeguei se era infanto-juvenil, jovem adulto ou coisas do gênero, o prazer de ler sobre fantasia estava em várias páginas e de diversos modos. Mas agora estou mais seletiva e até “chata” e explico.

Antes muitas leituras passavam por mim e eu ficava com aquele gostinho amargo na boca, “gostei, mas não gostei”, e muitas vezes a ideia do que me incomodava já estava ali, batendo a porta ou escancarada, mas não me aprofundava nisso. Agora, devido as minhas experiências e vivências, longe ou não tão longe das páginas, me mostram claramente o que está me incomodando e o por quê. E onde entra o “chata”?! Bom, porque aí você começa a questionar ~com mais frequência~, a apontar erros onde antes você simplesmente ignorava e não dava tanta importância e consequemente isso vai mudar como você vê ou lê alguns dos seus autores e estilos favoritos. As minhas arestas literárias estão sendo aparadas e reformuladas e isso é muito bom! 

Gostarmos de uma gênero ou de uma obra não é ignorar que eles também têm defeitos, você ainda pode gostar de algo e ser crítico a ele! É também sobre isso que se trata a leitura, não há problemas reler aquele livro que você se encantou na adolescência e agora achá-lo fraco (e o inverso também acontece!). Ele cumpriu o papel proposto lááááá atrás e ajudou a formar o leitor que você é hoje e que será amanhã! É um ciclo constante de aprendizado e amadurecimento.

Ah “ser chato” é totalmente diferente de reclamar de tudo, hein? O prazer da leitura não deve ser confundido com o *dever* da leitura, principalmente quando se trata de livros de entretenimento. Entender que você pode gostar de uma obra pelo que ela representa, que ela não é perfeita e que outras pessoas estão em outros momentos literários também faz parte desse ciclo e essa troca e debates são sempre bem-vindas, porque faz bem a todos. Eu estou adorando essa nova fase e aprendendo a lidar com ela para trazer resenhas cada vez mais discutíveis e interessantes para nós! :D

Para mim, ler é estar em constante amadurecimento e se enriquecer de diversas formas, através de outros olhos e diversas páginas. ♥ 

E você já notou suas mudanças desde quando se tornou leitor? E como lida com isso?

2 comentários:

  1. Excelente texto!
    Se eu amadureci enquanto leitora? Muito! Eu acredito que a passo de formiguinha, mas eu tenho cada vez mais feito uma leitura mais aprofundada, quase close reading, e isso se deve não só ao fato de ler o livro em si, mas sim de ir saber sobre o que circunda a obra lida, ler textos de apoio, ler teoria literária, me aprofundar sobre escolas e períodos literários e também da arte em si.
    Adorei a discussão.

    Beijinhos, Hel.
    Leituras & Gatices

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oiee Hel!
      Sim, me dei conta do meu "amadurecimento" há pouco tempo e ele está em constante mudança. Confesso que nem toda obra faço uma imersão para a época ou contextualização histórica dos acontecimentos, mas quando faço a experiência é ainda mais marcante e traz outras perspectivas literárias para gente!

      Que bom que gostou, Hel!! Fico muito feliz! :D

      Bjs! ♥

      Excluir

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