segunda-feira, 6 de março de 2017

Na última semana passei por uma crise de enxaqueca. Sempre ouvi sobre pessoas com fortes dores de cabeça e total aversão a luz que encontram um mínimo conforto ao se trancar em um quarto escuro. Mas, como tendemos a fazer, nunca pensei que euzinha seria acometida por uma dor dessas.

Geralmente consigo ler quando estou doente. Até mesmo quando tive dengue, ainda que meio capengando, consegui ler um pouco. Então imagine a minha surpresa ao abrir um livro e tentar ler umas poucas palavras na penumbra do meu quarto e não conseguir. Bastou fixar os olhos por segundos em uma frase para a cabeça latejar a ponto de querer jogar o livro longe e desejar mais e mais comprimidos de dipirona.

E assim permaneci por três dias. Três dias onde as palavras amigas se tornaram vilãs. Depois de tudo e já melhor, comecei a pensar. Se para mim três dias sem conseguir ler foram horríveis, como é a vida de quem não sabe ler e permanece a vida toda na escuridão?


Em uma breve pesquisa, encontrei um artigo recente do Valor Econômico sobre analfabetismo no Brasil. Ainda temos 12,9 milhões de analfabetos, sendo 342 mil pessoas com menos de 24 anos. Quase 13 milhões de brasileiros que olham para as palavras e vêem apenas rabiscos, que, além das dificuldades práticas do cotidiano, perdem a chance de conhecer novos mundos, se apaixonar pelos mais diferentes personagens e se envolver em emocionantes histórias.

A passos de tartaruga a situação vem mudando e a quantidade de pessoas que não sabem ler diminuindo. Fica o desejo de que mais e mais pessoas consigam sair da escuridão dos rabiscos para a bela luz das palavras.

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