sexta-feira, 17 de março de 2017

A tale as old as time… Eu passei a semana cantando o tema da clássica animação “A Bela e a Fera”, até quarta-feira pela expectativa da pré estréia e depois por permanecer no clima de encanto que o live action deixou. Há semanas com os ingressos comprados, parti munida de lencinhos para mim e todas as migas para vermos a nova versão de um dos meus romances prediletos e posso dizer que fui surpreendida.

<3
Quando se ama uma história que vai ser adaptada em um novo formato, sempre há aquele forte sentimento que clama pela fidelidade à obra original. Com alegria, assisti a algumas cenas com um sorriso no rosto que logo se tornava em um suspiro, tamanha a fidelidade que agradaria tanto a romântica que havia dentro da menina que viu animação inúmeras vezes quanto da mulher que assistiu ao live action pela primeira. Algumas cenas são tão incrivelmente nostálgicas que são uma delícia de ver, aliadas à consagrada trilha sonora e a um figurino brilhante, enche o coração de encanto e remete à infância com um enorme carinho.

Dito isso, eu particularmente adoro quando uma adaptação consegue ser fiel e ao mesmo tempo trazer algo novo, o que na minha opnião o filme conseguiu. Especialmente quando se trata de dar profundidade aos personagens. Assim, algumas mudanças sutis - outras nem tanto - surgem no meio de cenas familiares e acabam desenvolvendo melhor os personagens, como acontece muito claramente com Maurice e ainda mais claramente com a Fera, por exemplo.


Quando Luke Evans foi anunciado como Gaston eu tive minhas dúvidas, porque para mim não combinava. Paguei minha língua, eles está PERFEITO! Ri muito com sua encarnação de “macho alfa topzeira”, todas as suas cenas são incríveis.

Quanto a polêmica de LeFou… Vou dizer a mesma coisa de quando houve a “revelação” do Dumbledore ser gay: TODO MUNDO JÁ SABIA! Agora o filme só deixou mais evidente em cenas que já conhecíamos, mas também deu vida àquele que era antes apenas um sidekick bobo para virar um dos personagens mais interessantes e extremamente divertidos da história. LeFou de Josh Gad é provavelmente uma das melhores coisas do filme.

O visual dos “objetos encantados” do Castelo me soou um pouco estranho desde o começo, mas entendo que era algo bem desafiador. Entretanto, com tamanho elenco de estrelas com nomes como Sr. Ian McKellen, Ewan McGregor, Emma Thompson, Stanley Tucci, seus talentos logo deixaram meu estranhamento para trás.

Agora a Bela.... Ah a Bela… Ela está no meu top 3 Princesas da Disney (atrás apenas de Mulan e na frente de Moana por nostalgia). Sempre me cativou o fato de ela não ter se apaixonado ao primeiro olhar por um rosto bonito, por ela ser empática, sentir-se deslocada e ainda assim não tentar encaixar-se, mas sim buscar o seu lugar. E a Bela de Emma Watson tem tudo isso e vai além, sendo obviamente uma versão mais feminista. Aquela princesa diferente das demais, vem renovada como uma heroína mais ativa, como a dona de seu destino e responsável por suas escolhas. Tudo isso sem perder o enorme coração que é uma grande marca da personagem sonhadora, equilibrando perfeitamente sua força e sua delicadeza. Emma Watson trás em si uma característica que liga suas atuações mais famosas, Hermione e Bela, o olhar determinado e sagaz da jovem que consegue também transmitir a doçura e o senso de admiração que ambas personagens carregam, num resultando bonito de se ver. Desde sua escalação para o papel, como fã fiquei animada, e agora posso dizer também satisfeita.

A cena do baile, que pudemos dar uma espiada no clipe da Ariana Grande e John Legend bem como nos trailers, é para derreter corações românticos. Ficou tão linda e delicada, consegue ser extremamente fiel e ao mesmo tempo trazer algumas novidades sutis que tornam a famosa cena ainda mais bela. Rancou suspiros na sala de cinema.

Ain meu corassaum *-----------*
Houve dois plots do filme que eu achei meio desnecessário e algumas das músicas inéditas não me convenceram muito, mas o pouco que não gostei não supera o muito que gostei. Assim, valeu a pena aguardar tanto por esse filme e sair do cinema sorrindo. Foi uma bem vinda e encantadora pausa da realidade.


P.S. Foi difícil conter o grito de "50 pontos para a Grifinória" com a Emma Watson subindo as escadarias do castelo como se fosse ao escritório do Dumbledore. E olha que sou Corvina!

2 comentários:

  1. Pra começar, vou deixar o filme -um pouco- de lado.
    A cada crítica/resenha que vejo, sua, me surpreendo com a forma com que o texto é feito. Adoro isso.

    Agora, voltando ao tema (rs), realmente é difícil achar defeitos nesse filme (sou da velha escola. É difícil superar Celine Dion na canção clássica. Mas os meninos fizeram bem o trabalho deles. Deram uma nova cara, ao invés de tentar copiar).
    Um figurino lindo, canções bem encaixadas (10 a 0 em Lá Lá Land), o enredo clássico ainda emociona, atuações até surpreendentes (Gaston e LeFou mereciam mais tempo de tela. Profundos e divertidos na medida perfeita).
    A Fera ganhou uma história completa, dando sentido a cada atitude.
    Emma Watson dispensa comentários. Ela superou o grande trabalho da vida dela (Hermione ainda é um exemplo de liderança feminina, num trio com 2 garotos que dependiam completamente dela), com maturidade, e dando uma identidade própria a uma personagem que todos amam.
    Adorei ver que as​ ligações entre Bela e Hermione são nítidas. Fiquei preocupado em estar enxergando​ coisa onde não existe...rs

    Enfim, um filme que vale ser visto, revisto, guardado com carinho, e, relembrado sempre que possível. Tem tudo para virar um clássico de um clássico...

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    Respostas
    1. Oi, Rodrigo. Muito obrigada pelo comentário, elogio e o apoio contínuo ao nosso projeto. Seus comentários são exatamente o tipo de coisa que nos anima em escrever.
      E você resumiu perfeitamente. Nada jamais vai superar Celine, mas realmente a nova versão veio linda e renovada na medida certa. Realmente queria mais de Gaston e LeFou. E sobre a Fera, minutos antes do filme debatíamos sobre algumas incongruências que acabaram sendo sanadas.
      Emmma Watson sempre foi e sempre será para mim uma inspiração. Como fã, fico orgulhosa de seu trabalho.
      Quanto a Hermione, foi difícil conter um grito de "50 pontos para a Grifinória" quando ela subia as escadarias do castelo parecendo que ia para o escritório de Dumbledore rsrs

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