quarta-feira, 22 de março de 2017

Esse é o segundo livro da trilogia Deuses do Egito, seu antecessor O Despertar do Príncipe me surpreendeu e me deixou presa à leitura do início ao fim, porém - infelizmente - não posso dizer o mesmo da sua continuação… A surpresa veio, mas na sua forma negativa e eu vou te contar o por quê.


Após os últimos acontecimentos de O Despertar do Príncipe Lily está em frangalhos, o emocional da jovem foi fortemente abalado com sua separação de Amon e o rápido relacionamento deles foi mais intenso do que a moça poderia imaginar. A intensidade dessa união foi tão forte que mesmo separados por dimensões os dois ainda têm uma estranha conexão através dos sonhos.


Lily tenta esquecer de Amon indo para casa de sua avó, mal sabia ela que o encontro com o amado poderia estar mais próximo e que era a única que conseguiria salvá-lo em uma grande missão de resgate no mundo dos mortos. Anúbis, o deus da mumificação, diz que com o amuleto deixado pelo príncipe egípcio a moça conseguiria libertá-lo e impedir que a escuridão e o caos interfiram no equilíbrio dos reinos. Para ter acesso ao mundo dos mortos Lily terá ajuda de alguns deuses e precisará deixar de lado suas inseguranças e medos para se transformar em algo novo... uma esfinge. Como ela lidará com essa nova missão?


A leitura d’O Coração da Esfinge foi bem arrastada, apesar do início rápido para a ação quase tudo que apreciei no primeiro volume da trilogia foi se perdendo no avanço das páginas, parecia que os personagens (ou a personagem), havia sido brutalmente substituída por uma moça chata, irritante,  emocionalmente instável e muito repetitiva, tudo isso logo na primeira parte do livro  e consegue piorar muito mais!


A transformação de Lily em esfinge é até interessante, mas a moça se torna quase uma semi-deusa, invencível e irresistível. Simm, quase todos os personagens masculinos acabam se interessando por ela, tornado algo muito forçado! O destaque excessivo à Lily e sua condição de esfinge faz com que os outros personagens interessantes como os príncipes do Egito e até mesmo os deuses se tornem meros coadjuvantes ~quase~ sem relevância para a história.


O poder do protagonismo reinou forte no livro, os arqui-inimigos foram muito mal construídos, as lutas sempre rápidas e sem muitas dificuldades. As múltiplas consciências de Lily tornou tudo muito confuso e, ao meu ver, desnecessário, parece que a Colleen foi se perdendo no decorrer da história e agora não sei como fará para retornar.

O enredo decaiu muito, o que salva a história é o trabalho de pesquisa e ambientação sobre a mitologia, os deuses e a história do Egito Antigo e isso a Colleen faz extremamente bem! Em uns três momentos fiquei mais animada com a leitura, mas a história ficou bem mediana em relação ao primeiro. Para mim a saga continua com potencial, mas esse livro deixou a desejar em diversos aspectos. Então, devido aos altos e baixos dou nota 3!

Nota: 3,0/5★

"Quanto mais alto e forte você alcançar, mais pessoas poderá abrigar embaixo dos seus galhos" p. 354


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