quarta-feira, 12 de abril de 2017

Finalmente coloquei as mãos no último livro da trilogia! Alguns anos se passaram. Bill Hodges sente fortes dores na lateral do abdome e posterga a visita ao médico quando estranhos casos de suicídio começam a aparecer. Enquanto isso, Brady Hartsfield está acordado e com uma sinistra capacidade de criar o caos, podendo estar envolvido de uma forma jamais imaginada graças a ajuda de um videogame portátil chamado Zappit.



Na resenha do segundo livro da trilogia, o Achados e Perdidos, eu comentei que não sabia se havia gostado ou não do rumo que a história iria levar. Eu explico. Sou capaz de lidar tranquilamente com a fantasia ou o sobrenatural, desde que ela seja inserida na história desde o início e faça parte do contexto. Portanto, torci o nariz quando Brady Hartsfield acorda com poderes telecinéticos no nosso mundo real. Me preocupei a toa, pois a inserção da telecinesia na trama é feita de maneira bastante plausível e envolvente. Não imaginei que o problema seria todo o resto.


Para mim o destaque da trilogia sempre foram os vilões. Nunca fui muito fã do Bill e cia. Holly ainda tenta enfrentar e vencer seus medos e Jerome é um homenzarrão na faculdade. Ainda que Brady seja capaz de continuar tocando o terror, o foco aqui é Bill com suas dores no abdome. Eu tentei, juro que tentei, me compadecer de seu problema, mas ser lembrada a todo momento que o personagem está com dor cansou e mitigou a minha parca paciência.


Cansou também todo o resumo dos livros anteriores. King gasta boa parte das primeiras 100 páginas do livro, ainda que em meio a trama principal, nos lembrando do que aconteceu nos dois primeiros livros da trilogia. Não precisava. Apesar disso a trama flui num ritmo acelerado, pois o plano de Brady é absurdamente engenhoso e o mocinhos correm contra o tempo. Depois de três livros e com um vilão tão astuto, eu esperava O DESFECHO! Mas o desfecho, aiii o desfecho, me deixou tipo assim…


Vale a pena ler a trilogia? Vale. O primeiro e o segundo livro são muito bons. Mas esperava muito mais da conclusão final, sendo assim o Último Turno um livro bastante fraco em comparação aos anteriores e aos últimos lançamentos do mestre. É Stephen King, mas não Stephen King na sua melhor forma.


Mr. Mercedes está sendo adaptada para a TV. Com 10 episódios e uma primeira temporada garantida, a série contará com Brendan Gleeson (o Olho-Tonto Moody de Harry Potter) como o detetive aposentado Bill Hodges. A série está prevista para estrear em 2018 nos Estados Unidos. 

Nota 3/5 ★

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