quarta-feira, 24 de maio de 2017

Amanhã é dia Dia do Orgulho Nerd que, para quem não sabe, é também conhecido como Dia da Toalha em homenagem a Douglas Adams, autor de O Guia do Mochileiro das Galáxias. Então, não esqueça sua toalha e não entre em pânico, porque hoje vamos falar dessa infinita fonte de referências nerds que é a famosa trilogia de cinco que compõe um dos mais famosos clássicos da ficção científica.


É incrível como um livro tão pequenino pode carregar uma dose tão maciça de sarcasmo. O autor satiriza fortemente os hábitos humanos, em especial a burocracia e instituições atuais da sociedade, evidenciando o ridículo cotidiano. Por inúmeras vezes me peguei rindo feito tonta no metrô, lendo sobre a estupidez humana ao estar fazendo quase que exatamente aquilo que o livro ironiza.

O nível extraordinário de criatividade do autor fica claro no absurdo da história, que cria um universo completamente único e inesperado bem como uma história diferente de qualquer outra que eu já tenha lido algum dia. É impressionante imaginar que um livro escrito em 1979 tenha tantas ideias e perspectivas visionárias, em especial em relação a tecnologia.


A história segue a dupla formada pelo humano Arthur Dent e seu amigo alienígena recém revelado Ford Prefect, após escaparem da destruição da Terra. Considerando que os volumes que compõem a obra são curtos, sinto que realmente há a necessidade de ler as sequências para de fato importar-se com a maioria dos personagens principais, o que não faz deles menos cômicos.  O personagem principal, Arthur Dent, não me deixou ainda uma grande impressão, mas infelizmente é muito fácil se identificar com ele e, muito provavelmente, mora aí seu brilho. Já os personagens que mais me arrancaram risadas foram Zaphod Beeblebox, um político repleto de qualidades cujas quais a maioria são ruins, e Marvin, o depressivo Android Paranoide; ambos brilhantes desde sua aparição.


O Guia do Mochileiro das Galáxias é considerado um marco geek/nerd e não é difícil entender o motivo, afinal é uma grande discussão sobre filosofia, física e política repleta de uma pesada dose de um humor próprio e característico. Trata dos maiores questionamentos da humanidade de maneira inteligente e inusitada. De fato, o guia definitivo para essa aventura que chamamos de vida. Afinal, é o único livro a responder a Pergunta Fundamental da Vida, o Universo e tudo o mais.

“É um fato importante, e conhecido por todos, que as coisas nem sempre são o que parecem ser. Por exemplo, no planeta Terra os homens sempre se consideraram mais inteligentes que os golfinhos, porque haviam criado tanta coisa - a roda, Nova York, as guerras, etc. - enquanto os golfinhos só sabiam nadar e se divertir. Porém, os golfinhos, por sua vez, sempre se acharam muito mais inteligentes que os homens - exatamente pelos mesmos motivos.”

Nota: 4/5★


Obs. A adaptação para os cinemas com Martin Freeman é, na minha opinião e na da maioria dos fãs, um fiasco.

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