sexta-feira, 26 de maio de 2017

Ontem um dos amores da minha vida completou quarenta aninhos, então eu tenho mais um pretexto pra continuar falando de Star Wars como se eu precisasse de um. Para comemorar esse marco da cultura pop, hoje resolvi trazer um tema que ainda causa uma certa confusão, mesmo entre os fãs antigos da saga, e falar um pouquinho sobre a “nova” divisão do Universo Expandido de Star Wars.

Thrawn, o Legend que foi "canonizado" <3

Mais de uma vez nos inúmeros posts sobre Star Wars que já fiz aqui no EntreLinhas, mencionei que um dos motivos pelos quais eu amo tanto essa saga é o tamanho do universo que, expandido, vai muito além das telonas e dá mais profundidade à história com infinitas aventuras a serem exploradas. Acontece que, como já disse uma vez, não sou uma fã tão antiga quanto meu aberto fanatismo pode sugerir; na verdade somente virei fã dos filmes mesmo em 2011 e adentrei o UE apenas em 2014. Quando pisei pela primeira vez nas águas do UE, me dei conta de que já estava muito para trás. Sério, é praticamente impossível manter controle de tudo que compõe o Universo Expandido, dentre livros, histórias em quadrinhos, jogos e animações, há de fato um universo a ser explorado.

Conversando com muitos amigos que também são fãs, percebi que há ainda muita dúvida sobre a discussão “Canon vs Legends”, principalmente porque muita gente ainda não saiu do eixo dos filmes, tendo no máximo arriscando talvez alguma animação. Assim, aviso que, se você tiver alguma alergia a palavra cânon e qualquer derivado dela, se prepare que o post está repleto. Resumindo a treta: Era considerado UE todo o material oficial de Star Wars (reconhecido pela Lucasfilm) lançado fora dos seis filmes da franquia, tendo sido considerado canônico apesar de subordinado aos filmes. Porém, com a compra da Lucasfilm pela Disney em 2012, foi anunciado em 2014 que o Universo Expandido sofreria um reboot, para que a continuação dos filmes pudesse seguir um caminho diferente daquele tomado pelos livros e demais obras do UE, dando liberdade criativa aos roteiristas da nova trilogia. Assim, todas aquelas histórias que ao longo dos anos foram tidas como canônicas passaram a receber o selo “Legends” claramente estampado e serem tratadas como lendas, histórias que poderiam ou não ter acontecido. As histórias oficiais que não forem Legends, são portanto canônicas e expandem a linha temporal oficial das três trilogias de Star Wars.

“Isso significa que os títulos do selo Legends não valem mais nada, Jack?” Muito pelo contrário! Não é porque ele não mais compõe o arco dos filmes que suas histórias perdem o valor. É um rumo completamente diferente da continuidade das telonas, mas não por isso menos interessante. O destino da rebelião e da família Skywalker principalmente é impressionante nessas obras e vale muito a pena conferir esse material. Algumas das histórias Legends inclusive não contradizem a nova linha temporal, e podem ser assimiladas facilmente dentro do universo sem “atrapalhar” a continuidade canônica. Vale ressaltar que obras como a Trilogia Thrawn do meu querido Timothy Zahn, trouxeram novos fãs para a saga anos depois do final da trilogia clássica e anos antes das prequels, causando uma revolução no fandom e consolidando um dos maiores universos expandidos da história da cultura pop. Os muitos títulos que compõem hoje o selo Legends permanecem ainda como recursos que podem vir a ser incorporados na nova continuidade da Saga. Um fenomenal exemplo disso é queridíssimo personagem do antigo UE, Grão Almirante Thrawn, que foi “canonizado” ao ser incluído como um dos vilões da animação Star Wars Rebels e acaba de ganhar um novo livro agora dentro do novo cânon. Vale pedir à Força que o mesmo ocorra com mais personagens queridos (basta pintar o nome Mara Jade na tela que eu já piro, só o nome já basta).

Uma pequena amosta do UE Legends

Quanto ao novo cânon, após o reboot em abril de 2014, novas publicações oficiais da Lucasfilm são canônicas e incluem livros, HQs e jogos na linha temporal que continuam subordinados ao arco dos filmes. Além disso, o maior peso do novo UE canônico fica por conta das animações, pois a série The Clone Wars (2008-2015), que atravessou todo o período de aquisição, foi integrada ao cânon, da mesma forma que Rebels (2014-) que foi lançada já na era Disney. As animações desenvolvem a fundo personagens e suas histórias que se passam entre os filmes da saga - vale demais ver as duas - , da mesma maneira que as antologias como Rogue One fez e Han Solo pretende fazer. Indico também as HQ mensais publicadas pela Marvel (aqui no Brasil fica a cargo da Panini levar para as bancas), uma focada em Darth Vader e outra nos rebeldes, ambas trazem histórias fantásticas que óbviamente interagem com o universo tanto cinematográfico quanto das animações, dando mais “liga” ao UE que está em desenvolvimento contínuo.

Um pouquinho do cânon
Vale lembrar que o Universo Expandido é subordinado aos filmes, o que tecnicamente significa que ele não pode contradizê-los. Outra coisa interessante é que cada obra é criada por pessoas diferentes e isso significa, claro, que vai ter material bom e material ruim. Além disso, desde o começo do UE ele é guiado pela regra geral de que um autor não poderia contradizer nada que veio no UE antes de si e muito menos o que ocorria nos filmes, fazendo com que basicamente tudo fizesse parte de uma única e gigantesca história. Claro que o lançamento das Prequels causou confusão em alguma datas e fatos publicados anteriormente no UE, mas aí passa a valer a regra de que o UE é subordinado aos filmes.

Ufaaaa. Sentiu que é muita coisa? Pois é, compartilhamos esse sentimento. Mas acho que consegui dar uma resumida pra quem está querendo encarar essa linda aventura que é ser fã de Star Wars e conhecer um pouco mais a fundo dessa história excepcional que vai muito além dos filmes. Garanto a vocês que a jornada é outra e que passei a amar essa saga muito mais desde que embarquei nessa missão, especialmente pelo desenvolvimento dos personagens. Graças ao pouco que conheço do UE, eu senti o verdadeiro terror que Vader inflige e que vai muito além daquilo que vemos nos filmes, por exemplo, e elevei minha admiração pela Leia e pelo Chewbacca a um outro patamar. 

Para quem quer saber mais, dar aquela pesquisadinha básica, eu sugiro fortemente o site da Sociedade Jedi, além é claro do site do Conselho Jedi SP, que sempre trazem ótimos textos, explicações e novidades para os fãs. Se você sabe inglês, indico também a sensacional Wookiepedia. O que não falta sobre Star Wars é informação e, para mim, isso é parte da diversão.

Agora, como fãs, resta-nos acompanhar e torcer pela Saga que continua em desenvolvimento mais rápido que a Millenium Falcon que completou o Percurso de Kessel em menos de 12 parsecs.

Que a Força esteja com vocês!

Falando do UE para quem ainda não teve contato

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