quarta-feira, 3 de maio de 2017

Edward Thatch, Charles Vane, Benjamin Hornigold, Stede Bonnet… Quem gosta de piratas já viu esses nomes em diversos livros, séries e filmes. Mas qual a verdadeira história desses homens? Como a pirataria realmente surgiu? O livro A República dos Piratas nos conta!

A Marinha Inglesa não era muito gentil com seus tripulantes. Ganhavam pouco e muitas vezes, logo após chegar em terra, eram forçados a irem novamente para o mar onde enfrentavam extenuantes viagens com parca comida e altos riscos. Aliado as proezas de Henry Avery, um astuto pirata, não demorou para que homens cansados dessa vida se estabeleceram nas Índias Ocidentais e criassem uma terra com suas regras.



O livro me surpreendeu, e as vezes chocou, de diversas maneiras. Por incrivel que pareça, a vida pirata era extremamente democrática. Capitães eram elegidos e podiam ser depostos por votos. Votava-se até mesmo para decidir qual navio seria atacado ou não. Ao contrário do que acontecia na marinha, o butim era dividido igualmente por todos os homens, o capitão ficando com uma parcela apenas um pouco maior. Negros e índios podiam trabalhar em linha de igualdade com seus colegas brancos e até mulheres se tornaram piratas!


Aos pouquinhos a história dos grandes nomes da pirataria vão sendo contadas, e também do responsável por acabar com a farra: Woodes Rogers. O ritmo do livro é muito bom, quebrado às vezes com as descrições de inúmeros assaltos a cargas, que ainda assim não deixam de ser interessantes.

No meio do livro existe uma lista com os valores para a época dos meus diversos tipos de itens e salários além de ilustrações de navios. Gostaria que essa parte tivesse sido alocada no começo ou fim do livro, não no meio, ou que pelo menos constasse no sumário. Diversas vezes quis realizar consultas e precisei procurar folha por folha.


Senti falta de uma menção sobre a lenda de Davy Jones, o terrível deus responsável por lançar tempestades e confundir capitães a fim de afundar seus navios. Assim como aparece no filme Piratas do Caribe, Jones sofreu uma desilusão amorosa e quem apunhalar seu coração deve assumir o seu lugar como capitão. Na lenda, o baú do Davy Jones é uma expressão para designar o equivalente ao nosso purgatório pois o deus seria responsável por arrastar as almas dos marinheiros para o fundo do mar onde através de um pacto eles poderiam renascer. Diz-se que foi uma figura bastante temida, então gostaria de ter lido algo sobre o assunto no livro.


O autor se aprofundou na pesquisa sem deixar o livro cansativo e chato. Sou suspeita para falar pois adoro tudo o que envolve piratas, então foi fácil imaginar as descrições e visualizar aqueles homens em ação. Terminei o livro querendo saber ainda mais sobre tudo aquilo e ansiosa para reassistir a saga Piratas do Caribe, voltar a ver Black Sails e jogar novamente Assassin’s Creed IV: Black Flag.

Nota 4,5/5 ★

4 comentários:

  1. Apaixonada pelo seus funkos!
    Fiquei curiosa sobre o livro, vou procurar!

    http://www.gotasdecafe.com.br/

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    Respostas
    1. Olá Cecilia!
      Meus piratas <3
      Bjs obrigada pela visita!

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  2. Texto muito bom. Gostei muito. Também sou apaixonada pelo tema de piratas e aventuras marítimas. Essa semana mesmo terminei de assistir Black Sails e já estou com saudades. Não conheço muito livros do gênero e tenho dificuldade de achar. Poderia indicar alguns? Desde já meus parabéns pelo trabalho aqui.

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    Respostas
    1. Olá Willian!
      Obrigada pela sua visita, elogio e comentário e desculpe a demora para responder :)
      Tenho muita curiosidade em ver Black Sails, você curtiu? Infelizmente não conheço outros, tenho curiosidade em ler um chamado Piratas no Brasil que narra alguns ataques piratas a nossa costa, mas não sei dizer se é bom.
      Bjão!

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