quinta-feira, 15 de junho de 2017

Ainda em clima de dia dos namorados vou indicar uma adaptação que chega hoje aos cinemas. “Tudo e Todas as Coisas” é um romance new adult, doce e sonhador, de encontros e descobertas. A história de uma garota que arrisca tudo o que tem para viver e desvendar o mundo lá fora! Essa resenha não contém spoilers e eu não li o livro ainda! rsrs


Em seus quase 18 anos de vida, Maddy (Amandla Stenberg) não se recorda de ter saído daquela grande casa com largas janelas de vidro. Ela está confinada dentro daquelas paredes devido a uma doença raríssima chamada Síndrome da Imunodeficiência Combinada, basicamente, a jovem é alérgica a tudo e enfrentar o mundo lá fora pode ser fatal.

As únicas pessoas nas quais a jovem tem contato são: a mãe e médica Pauline (Anika Noni Rose), a enfermeira Carla (Ana de la Reguera) e, às vezes, a filha da enfermeira Rosa (Danube Hermosillo). Todas seguem um rigoroso protocolo para que Maddy não adoeça são remédios, roupas esterilizadas, controle rígido de alimentação, check ups diários e é claro a regra maior: não sair da proteção do lar. Apesar de sua situação incomum Maddy é uma jovem feliz, curiosa, muito criativa e que se conecta com o mundo através da internet.


Tudo seguia nos conformes até a chegada de um novo vizinho: Olly (Nick Robinson), um rapaz com um sorriso alegre, que a encanta logo de cara. Os dois passam a trocar mensagens e aquele novo sentimento traz à tona todos os desejos reprimidos da jovem garota. Maddy decide arriscar tudo por experiências e vivências novas com Olly, mesmo que isso a mate.

O filme é cheio de clichês, mas não foi isso que me incomodou, ele é bem leve, daqueles para adoçar um dia amargo. Maddy é uma fofa, tímida, mas bem forte e decidida. Olly é sagaz, tem um sorriso maroto que esconde grandes traumas. O contraste dos dois é bem nítido tanto pelo relacionamento interracial, como pelo tons de roupas que usam.


Apesar de bonitinho, o filme é mediano, está bem nítido que o livro é mais aprofundado em diversos aspectos no qual o filme só pincela. Infelizmente, as relações entre Carla, Maddy e a Pauline são exploradas superficialmente e o traumas de Olly também, isso poderia nos aproximar mais de alguns personagens. A passagem de tempo quase não é sentida, parece que de uma hora para outras eles começam a conversar e *puft* estão caindo de amores um pelo outro e ela está arriscando a vida para ficarem juntos. 

Gostei bastante da trilha sonora e da fotografia! Os cenários são lindíssimos, deu vontade de mergulhar naquelas águas azuis do Hawaii! É um filme água com açúcar, então acredito que não seja necessário preparar os lencinhos, acho que um sentimento menos nobre pode sobressair para a maioria. E apesar disso, beeem lá no fundo alguém que já passou por uma “situação similar” pode compreender o sentimento e as motivações de determinada personagem.


Mesmo não tendo lido o livro fiquei com a impressão que a leitura é muito mais rica e cheiinha de por menores e suspeito que a película não foi tão fiel à obra da Nicola Yoon. Falando na autora, ela está de parabéns! Pelo menos no filme Maddy é bem diferente de Natasha, de O Sol Também é Uma Estrela, uma pena que só senti a autora nos cinco minutos finais do filme! E acho que esse segundo livro ia dar um FILME excelente! #FicaDicaWarner!

E, já que falei sobre representatividade em meus últimos posts, não posso deixar de citar a Amandla (sim, a Rue de Jogos Vorazes CRESCEU e tá lindíssima!!). Vocês não sabem como é INCRÍVEL ver uma jovem negra nas telonas, sendo protagonista de uma história que frequentemente é representada por jovens brancas. A história poderia ser de qualquer etnia, mas faz uma diferença enorme ver uma jovem negra e crespa ali! #RepresentatividadeImportaSIM! 

Recomendo o filme para quem não se importa com clichês e curte um romance adocicado e despretensioso! ♥ Fiquem com esse trailer fofin! :3

P.S.: Ahhh e para quem já leu e assistiu ao filme venha aqui me contar se minhas suspeitas estavam certas! xD


2 comentários:

  1. Oi, Denise!
    Eu li o livro e me decepcionei um pouco por conta de alguns detalhes, mas estou super ansiosa pra ver o filme.

    Quanto a essa comparação da Julia Quinn com a Jane Austen, eu acho bem nada a ver. O que o povo deve achar parecido são as mocinhas das histórias da Julia com a Elizabeth Bennet, mas até nesse detalhe eu acho super nada a ver as comparações.

    Beijos
    Balaio de Babados
    Sorteio Três Anos de A Colecionadora de Histórias

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oie Lu!

      Mais pra frente quero ler o livro pra ver como a situação é abordada, mas acho que quem leu vai ficar meio puto com a adaptação! Dá pra sentir o cheiro de cortes e alterações de longeee! rsrs

      Ahh muito obrigada por responder aqui! Ahh que bom! Fico mais feliz de ser só uma comparação meio leviana! hahahaha Quem sabe um dia eu tomo coragem e leio a Julia! :3

      Bjs

      Excluir

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