quarta-feira, 28 de junho de 2017

Tanto na sinopse quanto no primeiro capítulo do livro sabemos que “Três garotos subiram a montanha, mas nenhum deles voltou…”. Conhecemos então Troy, Gabi e Tom, três grandes amigos criados em meio a cavalos. Troy sofre com o recente falecimento da mãe e encontra alento na companhia de seus amigos e do seu simpático cavalo Reno. Gabi é filho do grande rancheiro local, um rapaz amável que se ressente da falta de confiança do pai, que o acha mole e considera a filha Luz mais apta a lidar com a fazenda. Por fim Tom, filho de um alcoólatra que trabalha no rancho, dedicado ao serviço e amigo divertido e fiel.


Troy é apaixonado por Luz desde a infância. Todos os quatro se dão muitíssimo bem e quando não estão na escola passam o tempo trabalhando e andando a cavalo. A menos que Chase, o mimado filho do xerife local, entre em seus caminhos. Também preciso mencionar Rose, uma senhora que vive sozinha em suas terras em meio a cavalos selvagens e que faz amizade com Troy e Tom.

Pela sinopse imaginei algo totalmente diferente, uma história um pouquinho mais voltada para um thriller. Esperava agitação e cheguei até a página cem pensando “Quando é que algo vai acontecer nesse livro?”. Enfim percebi que o “algo” já estava acontecendo e passei a realmente apreciar a leitura.


Narrado em primeira pessoa por Troy, A Cura Invisível segue tranquilamente como os passos leves de um cavalo manso, mas não é por que ele está devagar que a jornada é menos interessante. A leitura flui muito bem, ainda mais pois fica-se na curiosidade sobre os tais três garotos que subiram a montanha e não voltaram.


A amizade dos meninos é cativante e sua construção de personagem torna-os facilmente memoráveis. Gostaria de ter visto mais sobre Luz, mas aí reside um pequeno problema dos livros em primeira pessoa. Troy não passava o tempo todo com ela, então é compreensível ficar na curiosidade sobre suas ações. O relacionamento dos meninos com Rose também é bacana, com seus diálogos escritos como se ela fosse uma pessoa sem instrução, conferindo-lhe um charme especial.


A Cura Invisível se mostrou uma bonita história de amizade com seus toques engraçadinhos, mas na maior parte do tempo bastante triste. Aquele tipo de livro que nos faz pensar sobre as perdas em nossas vidas. Quando percebi que ele não tomava o rumo que inicialmente imaginei, pensei que que não fosse gostar da história, mas muito pelo contrário. Ele me tocou e me fez refletir, tornando-se uma boa e sensível leitura.

Nota 4/5 ★


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