Dunkirk


Dunkirk é um filme sobre uma das facetas da guerra: a luta pela a sobrevivência. Logo nos primeiros segundos de filme já nos tira o fôlego e nos faz emergir num cenário de desespero e destruição. A ameaça vem impiedosamente pelos ares com poucas chances de combate direto e 400 mil homens, entre britânicos e franceses, estão presos ali se agarrando à esperança de retornar para suas casas, lutando e sobrevivendo da maneira que der. #FILMAÇO


O filme é baseado no livro de mesmo nome e conhecemos um pouco do que foi a Batalha de Dunkirk, na Segunda Guerra Mundial, mas precisamente a retirada dos soldados da costa da cidade. Acompanhamos o desenrolar desse resgate sob três perspectivas intercaladas: O Molhe, o Mar e O Ar.


No molhe, o píer do cais, acompanhamos um soldado britânico, Tommy (Fionn Whitehead), e sua luta para retornar para casa. É aí que conhecemos o desespero que assolam os soldados que já estão cansados, famintos e sem nenhuma informação de quando e se retornarão. 
No mar, temos a presença do patriotismo britânico. Um senhor (Mark Rylance), dois jovens e um barco de lazer decidem ir à Dunkirk sozinhos resgatar seus compatriotas nesse momento desesperador. Passando por diversos caças alemães e vendo com os próprios olhos os horrores da guerra e, de seu modo, tentando ajudar no que for possível.
No ar, vemos os caças britânicos tentando manter a defesa de Dunkirk para impedir ou amenizar os ataques alemães, os recursos estão escassos e é necessário frieza da equipe aérea para que consigam defender os ataques iminentes. 


Dunkirk é um filme para um telespectador atento aos detalhes, apesar de possuir poucos diálogos está longe de ser um filme parado, para se entender -ou não se perder- é necessário atenção desde os primeiros segundos de cena. Como a Jack disse ao comentar sobre minha impressão do filme: “um filme típico do Nolan: piscou, perdeu!”. Não é possível se aprofundar muito na história sem cometer o deslize dos spoilers, mas é preciso ser dito que é um filme que deve ser visto. Não somente pela construção narrativa, efeitos, sonoplastia e trilha sonora - que estão incríveis, mas porque ele fala de um outro tipo de vitória na guerra, a de sair vivo e conviver com aquilo que foi visto.


Nolan nos faz refletir sobre esses horrores do caos e suas possíveis consequências é um filme que te deixa agoniado e angustiado do início ao fim! Vale muito a pena assistir numa sala IMAX ou XD, possivelmente você vai sair atordoado da sala, tanto pelos sons de tiros, bombas e dos caças cortando o ar, como também por todo o significado que ele carrega, das alianças e patriotismo, da compaixão, da revolta e até das injustiças da guerra. 

Não tem como não torcer, ficar apreensivo e imaginar mil e um desfechos para os protagonistas e a partir do momento que a primeira cena surge na tela, os olhos ficam vidrados e o coração vem à boca e só nos resta mergulhar. É, com certeza, um filme de poucas palavras, mas de tirar o fôlego! 

recomendadíssimo e quem assistir volte para conversamos! Fique com o trailer dessa obra prima! *-*


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