quarta-feira, 12 de julho de 2017

O Ceifador foi uma grata surpresa, uma leitura fluída e viciante. O enredo te prende de uma forma espetacular e você devora o livro para saber qual será o futuro de Citra e Rowan. Uma distopia nada convencional e com belas reflexões sobre a vida, morte e a corrupção dos homens.


A última barreira contra a humanidade fora vencida: a morte foi superada! Doenças, guerras, miséria e fome... Isso tudo não existe mais, agora a Nimbo-Cúmulo, uma espécie de super inteligência artificial, comanda tudo na mais perfeita ordem, porém mesmo podendo controlar os recursos para manutenção na vida na Terra, o controle populacional ainda é preciso ser feito e existe somente um grupo capaz de trazer a morte definitiva e manter o equilíbrio numa sociedade quase-perfeita: os ceifadores.

São os próprios Ceifadores que definem suas condições e critérios para coletar matar alguém e, numa sociedade na qual todos vivem eternamente, essa profissão é sinônimo de medo, respeito e uma vida solitária. O Ceifador Faraday está em busca de novos aprendizes e é aí que conhecemos Rowan e Citra, jovens de 16 anos, bem diferentes um do outro, só que com uma coisa em comum: não gostariam de ser aqueles que trazem a morte. E é isso que desperta o interesse do Ceifador.


Após um ano de treinamento, os jovens aprendizes serão submetidos ao grande teste final perante toda a Ceifa, porém somente um deles será escolhido para receber o anel ((da morte)), o onipotente manto de Ceifador e uma missão: o perdedor será sua primeira coleta. A amizade adquirida durante o treinamento  e seus sofrimentos, trazem à tona aquilo que mais temem: não haverá vencedor, pois a cumplicidade existente colocará a vida de ambos em risco.

Paralelo aos treinamentos dos jovens, conhecemos o funcionamento da Ceifa e como essa grande organização mundial trabalha. Muitas intrigas, jogos de poder e influência são abordados constantemente e dão o pano de fundo da obra. E também mostra o lado não-perfeito dessa sociedade: as pessoas, suas corrupções e insanidades.  A grande Ceifa está sendo corrompida e as tradições de outrora estão sendo deixadas para trás por grande parte do conclave de ceifadores, a morte - e matar-, está sendo vista como forma de prazer e satisfação, o que trará grandes consequências a todos.


Eu não esperava gostar tanto desse livro, eu o li super rápido, pois a escrita do Neal Shusterman é leve e fluída, os capítulos são bem dinâmicos e ora termos a perspectiva de Citra, ora de Rowan e entre eles, os diários de ceifadores renomados que nos deixam entender um pouco sobre o universo do livro! Eu acompanhei com muito entusiasmo a resolução dessa primeira parte da aventura, o livro terá continuação que saíra no final de 2017. Ambos os jovens são dedicados, autossuficientes e com suas crenças, eles aprendem muito com o Ceifador Faraday e com todas as situações que os cercam nesse um ano da vida de aprendizes. 

Apesar de gostar e torcer pelos dois, Citra se destacou, a garota tem fibra, inteligência e perspicaz… Quando as coisas começam a sair dos eixos, ela consegue se equilibrar e tomar as rédeas da situação AMEI. Já Rowan é mais leve, engraçado, também muito empenhado, não tem como não torcer por ele também, em determinado momento fiquei bastante preocupada com o rumo que as coisas estavam tomando… A gente sofre junto com eles e torce simultaneamente para ambos! 


Apesar de possuir elementos de distopia, ela não é nada convencional, não há guerras, misérias e coisas do gênero. A história passa bem longe disso e o autor conseguiu desenvolver muito bem as regras de mundo futurista proposto sem que isso incomode quem não é muito adepto à temática, sem contar as reflexões sobre a vida, morte, humanos (in)corruptíveis e a solidão de ser um Ceifador.

Eu mergulhei mesmo na história e ela tem alguns plot twists que te prendem ainda mais à leitura e te deixam de boca aberta! Eu fiquei fascinada com tudo, a história é envolvente, intrigante e muito intrincada... Em determinado momento você só consegue pensar em que fim dará aquilo tudo! Tá super recomendado. O primeiro livro fecha bem essa primeira parte da história, mas deixa algumas pontas soltas que dá abertura para a continuação e o enredo tem fôlego para tal. E eu não vejo a hora de ler o próximo! *-*

Nota: 5/5★

"O que mais desejo para a humanidade não é a paz, o consolo ou a alegria. É que ainda morramos um pouco por dentro toda vez que testemunhemos a morte de outra pessoa. Pois só a dor da empatia nos manterá humanos." p. 393


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