quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Apesar de não ter gostado muito de O Vilarejo (resenha aqui), outro livro de Raphael Montes, vi que o autor poderia me agradar, e como curto muito os livros do Hannibal do Thomas Harris, resolvi me arriscar com Jantar Secreto.

A comparação não é à toa. Dante e quatro de seus amigos saíram da minúscula Pingo D’água no Paraná e foram tentar a sorte na cidade do Rio de Janeiro. Tudo ia as maravilhas até que a crise apertou. No aniversário de um dos amigos, o obeso Leitão, todos os demais fazem uma vaquinha e contratam a prostituta Cora como presente. Leitão faz outros programas com a moça, assim deixando de pagar o aluguel do apartamento para sustentar sua paixão.


Dante surta quando descobre que deve quase vinte e cinco mil reais para o locatário. Tendo como alternativa retornar para o Paraná, e sendo um deles um excelente chef de cozinha, resolvem criar um caro jantar secreto e por em prática o enigma da carne de gaivota. Mas Leitão leva a coisa bem ao pé da letra e anuncia na internet que o jantar ofereceria carne humana. Não demora para que um grupo de pessoas pague uma fortuna para provar a iguaria, mas onde raios arrumariam um corpo para ser servido?


O desenvolvimento inicial de todos os quatro rapazes é excelente. Narrado em primeira pessoa por Dante, seus atos absurdos acabam por se tornar plausíveis e o leitor compra facilmente a história que prende a atenção desde o começo. Mas, pelo menos para mim, a narrativa cai um pouco com a entrada de Humberto, integrante do primeiro jantar e aspirante a sócio dos rapazes. 


Ai não demora para a coisa deslanchar para absurdos não tão facilmente compráveis. Algumas cenas são completamente inverossímeis. Por mais que a sociedade não ande lá essas coisas, é inacreditável que aquele tipo de coisa pudesse acontecer da forma narrada. Uma passagem em especial me lembrou completamente o filme Sharknado.

Um ponto que curti é a crítica realizada sobre a carne que consumimos. Afinal, a maioria de nós não pensa muito no boi quando ele está no prato, ressentindo a churrasco. Segundo Dante, carne é carne. O personagem também destaca alguns poemas de portas de banheiro, o que se inicia de um jeito interessante para se tornar repetitivo a partir do terceiro poema. O livro é muito atual, tornando sua primeira parte ainda mais simples de se assimilar e acreditar, mas lá pelas tantas Dante diz que está em dezembro de 2017. Como assim se ainda estou em maio rapaz? 

Apesar de tudo, gostei muito do livro! Me diverti, e apesar dos seus problemas, no fundo é isso que importa. Hannibal Lecter ficaria orgulhoso de Dante e sua turma.


Nota 4/5 ★

2 comentários:

  1. Oi Thalita!! Eu tô rindo loucamente desse gif! Meu Deus eu nunca mais vou me esquecer do tornando de tubarões hahahahahahahahaa eu li muitas críticas positivas do livro, mas acho completamente indigesto! Aliás, olhei esse churrasco na foto e bateu uma puta fome e pra mim carne tem que ser de boi mesmo rsrsrrs De tordas as formas, parece se um livro ni mínimo curioso rs

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá Mi!
      hauhauahuua essa cena no livro é muuuito Sharknado!
      Bjs

      Excluir

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