quarta-feira, 9 de agosto de 2017

John Hammond é um homem com dinheiro e criatividade de sobra. Quando convida o paleontólogo Alan Grant, a botânica Ellie Sattler, o matemático Ian Malcolm e os netos Tim e Lex ninguém imagina que é para visitar a enigmática Isla Nublar, futura casa do Jurassic Park, o grandioso parque dos dinossauros!



Por meio de avançadas técnicas genéticas, os cientistas da ilha conseguem desenvolver e gerar dinossauros! Com ambientes que reproduzem seu habitat natural, as crianças do mundo todo, ou pelo menos as ricas segundo o próprio John Hammond, teriam a chance de conferir ao vivo e a cores cenas como estas:


 

Ian, através de vastas explicações sobre a teoria do caos, desde início afirma que o projeto está fadado ao fracasso. E a coisa realmente parece ir por água abaixo quando por conta de um funcionário corrupto toda a energia da ilha é desativada no momento em que os convidados estão fazendo um tour em frente ao cercado do Tiranossauro Rex.

Mas a história só engata a segunda marcha na metade, quando o caos é instalado e o T-Rex e cia se libertam e tocam o terror, deixando o livro em um ritmo frenético. A ação é bem descrita apesar de um pouco confusa. Em alguns momentos me senti um pouco perdida sobre onde exatamente certos personagens se encontravam na paisagem. Todos os personagens são bem fieis ao filme com exceção de Lex que aqui é insuportavelmente chata.


Desde o início o livro é instigante e a parte de como conseguiram o DNA dos dinos é bastante aceitável. Por outro lado nunca vi uma concentração tão grande de gente burra em um livro só. Entres várias burrices, uma em particular quase me fez jogar o livro longe. Em dado momento um personagem, mesmo sabendo que está sendo seguido por um bando de velociraptors assassinos, passa por uma porta e a deixa entreaberta, escorada por um sapato, a fim que entre luz no cômodo. Não, não e NÃO!

O Mundo Perdido se passa seis anos após os acontecimentos do Jurassic Park. Estranhas carcaças são encontradas em ilhas da Costa Rica e Richard Levine, um mimado estudioso dos dinos, crê que existe um mundo perdido em uma delas. Richard passa a aborrecer Ian Malcolm com a ideia de encontrar a ilha, e mesmo que se mostre relutante e visivelmente traumatizado, Ian aceita a aventura.

Após Richard ir por conta própria para a ilha e ficar em apuros, Ian e cia, junto de duas crianças clandestinas, partem em busca do tal mundo perdido. E o encontram. A ilha está desabitada por humanos e quem reina são os dinossauros. Outrora usada como incubadora, apenas os espécimes saudáveis e bem formados eram transferidos para o parque da Isla Nublar. Com o abandono do projeto, os bichos se viraram soltos e criaram seu próprio ecossistema.


Ian não é nos filmes, e muito menos nos livros, um dos meus personagens favoritos. Aqui ele é praticamente o protagonista. Já começa estranho por aceitar facilmente a proposta de Richard. Se eu tivesse passado por tudo o que ele passou em Jurassic Park a última coisa que iria querer na vida era ouvir a palavra "dinossauro". E se não bastasse, o matemático de uma hora para a outra se torna um profundo entendedor dos gigantes. Ele pode ter passado os seis anos estudando os bichos, mas se passou isso não foi citado. O livro possui alguns outros furos como esse e algumas burrices como as do primeiro livro também dão as caras aqui.


Senti muita falta do Alan Grant e se precisavam de um estudioso podiam ter dado um jeito do Richard convencê-lo a também visitar a ilha. Abby e Kelly, as crianças da vez, são simpáticas e pró ativas. Sarah Harding, pesquisadora de predadores que também participa da aventura, se mostra uma personagem feminina forte e valente.

Assim como o primeiro, o livro se torna realmente fluido da metade para o fim, quando todo o blábláblá científico dá espaço para os dinos entrarem em ação. E quando o bicho pega…


A editora Aleph fez um trabalho lindo em ambos os livros. Adoro essas lombadas coloridas ❤! A diagramação deixa uma margem bem larga, então sobra espaço para uma fonte maiorzinha que facilitaria a leitura. Destaque para o Mundo Perdido que possui um mapa da ilha e ilustrações dos dinos. Por mais que eu tenha gostado de dinossauros na infância não me lembro de todos eles e no primeiro volume precisei recorrer ao querido Google para lembrar de alguns.

Ainda que conte com alguns furos e um palavreado científico por vezes chato, as obras de Michael Crichton brilham por conta da nostalgia. De ter visto os filmes quando criança e gostar tanto de dinossauros a ponto de ter várias miniaturas deles no lugar de Barbies e Susis. Um deleite para qualquer pessoa aficionada por dinossauros!

Nota 4/5 ★ Jurassic Park no Skoob e O Mundo Perdido no Skoob


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