quarta-feira, 2 de agosto de 2017

“Quem era ela” é um thriller psicológico que reúne alguns elementos do gênero que mais me fascinam: personagens e situações ambíguas, mistério e tensão, tudo isso combinado a uma leitura dinâmica e fluída que te prendem do início ao fim. 


Essa é a história de duas moradoras da Folgate Street, nº 1. Emma e Jane não se conheceram, viveram na misteriosa casa em momentos diferentes, mas com alguns objetivos em comum: ali seria um recomeço, uma nova oportunidade para suas vidas que já estavam bagunçadas demais e para isso elas escolheram a estranha casa minimalista com centenas de restrições e aparatos tecnológicos, definitivamente não era uma casa comum.

Para terem acesso à casa minimalista ambas as moças passaram por um rigoroso processo de seleção, responderam centenas de perguntas e foram entrevistadas pelo próprio arquiteto que a idealizou, Edward Monkford, um excêntrico e misterioso milionário. Ao assinar os papéis da locação tanto Emma como Jane abriram mão do excesso, teriam que viver de forma organizada, precisa e mínima, tudo em Folgate Street, nº 1 seria estritamente controlado e peculiar, caso não seguissem as regras do contrato seriam despejadas. 


Anos antes de Jane, Emma está a procura de um novo lar com o noivo Simon, após um grave trauma sofrido em sua residência anterior, a tentadora proposta da corretora em ter uma casa com segurança máxima, alta tecnologia e preço acessível faz com que o casal aceite as regras de Edward Monkford e se mudem para Folgate Street. Sua tentativa de recomeço é interrompido pela sua trágica morte e os segredos ocultos daquela casa.

Já Jane procura na casa uma oportunidade de superar as lacunas de uma grande perda pessoal, além de superar ela buscava uma vida com o mínimo, já que muito já havia perdido. Ao descobrir que a moradora anterior, Emma, havia morrido entre aquelas claras paredes Jane começa a busca por respostas, pois acredita que está correndo perigo e aquela casa pode ser uma das razões.


Emma e Jane possuem personalidades bem diferentes entre si, mas no decorrer da leitura notamos que ambas têm necessidades muito parecidas e que escondem seus traumas e segredos em uma caixinha como forma de proteção. Já Simon e Edward possuem particularidades que os tornam bem próximos e ambos nos trazem algum tipo de estranhamento! Edward é aquele típico “homem perfeito" perfeitamente bizarro rs, ele tem um quê de Christian Grey que me deixou bem incomodada. 

Sou muito fã de suspenses e thrillers psicológicos e essa leitura foi uma grata surpresa, pois além do clássico mistério sobre a morte de Emma vamos acompanhando, em capítulos intercalados, as histórias paralelas das protagonistas. A trama nos mostra facetas de relacionamentos abusivos, comportamento obsessivo/controlador e, inicialmente, aborda isso de forma uma sutil, mas bem expressiva. Quando notamos as histórias de Emma e Jane já estão bem entrelaçadas e ficamos cada vez mais presos à leitura. Eu fiz várias suposições e em certo ponto até cogitei o possível culpado, mas a motivação e os desfechos me surpreenderam bastante.


Apesar do enredo mega envolvente e interessante, algumas repetições e a facilidade de algumas respostas me incomodaram um pouco, mas nada que estrague o desenvolvimento!  O livro tem muitos gatilhos para pessoas mais sensíveis e possui alguns plots twists que te deixam de boca aberta. A diagramação e revisão estão ótimas, os capítulos são intercalados entre Emma e Jane e no decorrer da leitura aparecem algumas “questões morais” que estavam no questionário/teste para alugar a casa, a pergunta que fica é… O que você faria?

Nota: 4,5/5★

Sua filha está em perigo em alto mar. Ao ir resgatá-la, você percebe que há outras dez crianças na mesma situação. Você pode resgatar sua filha de uma vez ou voltar e pedir ajuda para o grupo inteiro, mas isso pode demorar. O que você faz?
        a) Salva sua filha
        b) Salva as outras crianças


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