segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Ontem fui com minha priminha de 5 anos tomar vacina. Ela, muito sagaz, reconheceu o caminho um pouco antes de chegar no local e com a voz trêmula perguntou se ia tomar injeção. Eu, mole que só, já quase comecei a chorar. Ela, que vestia sua blusinha da Mulher-Maravilha, imediata e obstinadamente respirou fundo e disse que precisava ser corajosa e tomar a injeção pra ficar forte e poder salvar o mundo. Eu, mais mole ainda, com os olhos marejados sorri de sua reação. Como não me emocionar com uma verdadeira guerreira dessas? Ela enfrentou o seu medo sem chorar e depois, correndo e pulando como a pequena heroína que é, presenteou quem estivesse disposto a ouvi-la com sua alegria pelo desafio superado. Esses eventos colocam as coisas em perspectiva, as lições que uma criança nos ensina.

O que também me levou a pensar sobre um assunto que vinha permeando minha mente. Para mim, dois filmes desse ano que me fizeram deixar a sala de cinema emocionada - e voltar para viver essa alegria novamente - foram Mulher-Maravilha e Moana, ambos atuais prediletos de minha prima. Nos dois filmes, saí da sala com um enorme sorriso que não cabia no rosto e com a alegria genuína, não de alguém que simplesmente viu um ótimo filme, mas de quem sabia que aqueles filmes seriam para essa geração o que Mulan foi para mim, um divisor de águas.

Dois HINOS ♥
Recentemente, quando minha mãe veio me visitar, a fiz rir num sábado quando levantei pulando como uma criança - coisa que ela não perdeu a chance de me apontar mais de uma vez - com um blu-ray na mão, cantando toda a trilha sonora de Mulan e falando que apresentaria pra ela e para minha tia o hino da minha vida. Ela claramente não me levou a sério quando viu a capa do “desenho”, mas ao final se surpreendeu não apenas com a história da jovem que salvou a China, mas com a história da mulher de 27 anos que ela viu crescer e, emocionada, contava como a menina de 8 anos que um dia fora foi marcada pelo momento em que, mesmerizada, viu uma heroína salvar a todos.

Eu não mais precisava fingir ser o herói - perdi as contas de quantas vezes fingi ser o Seiya de Pégaso ou Shun de Andrômeda - por pura falta de opção, eu podia finalmente ser a heroína que eu queria ser, uma que de alguma forma me representava. Ali eu vi que uma mulher não precisava ser a sidekick, ela poderia ser a guerreira, dona de suas próprias decisões e capaz vencer suas batalhas. Percebe como mais uma heroína no mar de heróis faz a diferença na vida das pessoas? Na minha foi tremenda.

E sabe a minha priminha? Nesse momento ela deve estar salvando o mundo como Mulher-Maravilha, com um o sabre de luz enfrentando Kylo Ren e a temível Primeira Ordem como Rey ou quem sabe desbravando os mares como Moana. Para ela essa aventura está apenas começando. E quanto a mim? Ah, meu coração transborda.

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