sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Por diversos motivos a maioria das mulheres não podem engravidar. A democracia dos Estados Unidos é derrubada, dando lugar a um novo governo totalitarista religioso onde as mulheres perdem os seus direitos. As poucas férteis são separadas de sua família e levadas a um centro de treinamento onde aprendem a serem uma Aia, servas que serão enviadas para casas de homens do governo com o intuito de engravidarem e darem suas crianças para as esposas desses mesmos homens.

Esse é um resumo de The Handmaid’s Tale, grande vencedora do Emmy 2017 baseada no livro homônimo de Margaret Atwood. Conhecemos a história pelos olhos de Offred (Elizabeth Moss), Aia pertencente ao Comandante (Joseph Fiennes), um dos mais altos funcionários do novo governo e casado com Serena Joy (Yvonne Strahovski).



Vamos conhecendo sua rotina atual como ir sempre ao supermercado acompanhada de outra Aia, sua relação fria com Serena, a Cerimônia, e toda a expectativa para saber se ficou grávida ou não. E por meio de flashbacks, sua vida passada como sua amizade com Moira (Samira Wiley), seu relacionamento com o marido, sua filha, sua demissão, o bloqueio de sua conta bancária, sua captura, seu treinamento para se tornar Aia, a perda do seu nome e da sua liberdade.


The Handmaid's Tale é perfeita tecnicamente. A fotografia é quase sempre enevoada, com leves tons de sépia, dando um imenso destaque para a vestimenta vermelho vivo das Aias. A trilha sonora não é tão marcante, mas casa perfeitamente com as situações. A maioria dos atores estão fantásticos. Super destaque para Elizabeth Moss, que super merecidamente recebeu a estatueta de melhor atriz no Emmy. É incrível como apenas com o olhar ela demonstra tudo o que está sentindo.


Mas infelizmente a série não me prendeu. Talvez por ter lido o livro pouco antes ou talvez por não estar totalmente no clima, dificilmente terminei um episódio e fiquei ansiosa para assistir o próximo. The Handmaid's Tale é densa, muito densa, e alguns episódios precisam ser digeridos, pensando e repensados. Diversos fatos vão nos chocando e é fácil captar o que as mulheres estão sentindo e se entristecer ou enraivecer junto delas. A série se passa nos dias atuais e por mais absurdo que seja, aquilo poderia acontecer de verdade.

Falando do livro, a série é extremamente fiel e as mudanças são para o melhor, expandindo o universo e nos dando mais detalhes enriquecedores e interessantes. Apesar de não ter me fisgado completamente, é uma excelente série que com certeza merece ser assistida. The Handmaid's Tale foi renovada para a segunda temporada e tem previsão de lançamento para 2018.

2 comentários:

  1. Olá Thalita,

    Estou super curioso em relação a essa série e ainda mais pela leitura do livro, gostei muito de saber a sua opinião e espero logo apreciá-los( livro e série).....bjs.


    http://devoradordeletras.blogspot.com.br/

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