sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Em 2014, nossa equipe inteira viu “Kingsman: Serviço Secreto” no cinema e surtou, assim a expectativa por aqui era grande pela sequência. Ao final da estreia, minha reação sobre “Kingsman: O Círculo Dourado” foi: tem seus momentos? Tem. Valeu a espera? Nhé… não realmente.

Se o primeiro filme surpreendeu com o inusitado o charme bem humorado e extravagâncias com as quais homenageava os antigos filmes de espiões, o segundo não conseguindo ser tão original limita-se a ser, não muito além, um mais do mesmo numa versão exagerada que não chega a altura de seu predecessor.


No filme conhecemos a versão americana de Kingsman, a Stastesman, que resulta em muita piada sobre diferenças culturais - algumas até bem divertidas -, mas chama mesmo atenção a adição de peso ao elenco que acaba por, infelizmente, deixar um pouco a desejar. Com nomes como Jeff Bridges, Halle Berry, Pedro Pascal e mesmo Channing Tatum é decepcionante dizer que todos os seus personagens foram subdesenvolvidos e a maioria muito pouco aproveitado, apesar das expectativas fomentadas pelo trailer do longa. Mesmo a vilã de Juliane Moore, que certamente tem seus momentos, poderia ter sido melhor desenvolvida em suas motivações. Um roteiro confuso, que deixa pistas de aprofundamento em alguns arcos que nunca ocorrem e acabam por prejudicar personagens promissores.



O filme soa como o primeiro, com as cenas de ação exageradas e completamente absurdas que divertem - to indo no cinema ver esse filme por causa da violência mesmo -, mas não tem o mesmo impacto. Estão lá também os esperados gadgets espalhafatosos e inacreditáveis, bem como o já tradicional senso de humor que em alguns momentos cruzam um pouco a linha do sexismo de forma completamente desnecessária. Mas em suma, “Kingsman: O Círculo Dourado” é prova de que nem sempre seguir uma fórmula que uma vez deu certo é o suficiente para alcançar o mesmo resultado.



É um filme divertido? Hmmm… Eh… Um divertido meio bobo que até entretém, mas que parece que foi feito meio na pressa e desperdiçou um pouco o potencial de algumas boas ideias. Vou comprar o blu-ray? Não, nem o DVD. Vou ver novamente? Não, não tão cedo pelo menos, quem sabe na Temperatura Máxima. Se houver um terceiro filme, que inclusive há brecha para haver, vou assistir? Vou né, mas espero novamente pela ousadia e novidade que tanto agradou no primeiro filme, ao invés de tentar simplesmente seguir os mesmos passos apenas trocando sapatos Oxford por botinas.

Em resumo, não é um filme ruim, mas também não chega a ser um filme bom, de forma irregular até cumpre seu papel mesmo sem deixar uma impressão. Mas, se por nada além, Elton John definitivamente valeu o meu ingresso ♥ .


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