quarta-feira, 6 de setembro de 2017

O livro possui duas histórias, sendo que a de Jeanne-Marie Leprince de Beaumont é, a grosso modo, um resumo da versão original da Gabrielle-Suzanne Barbot de Villeneuve. Portanto, vou me focar na história mais longa.

Nela, Bela e seus seis irmãs e irmãos já foram prósperos, mas os negócios do pai sofre um abalo e a família é obrigada a se mudar para uma região mais simplória. As irmãs ficam bastante irritadas uma vez que agora não possuem mais luxos e nem grandes pretendentes e se ressentem da humildade de Bela, que aceita a nova situação com tranquilidade.



Até que o velho pai recebe a notícia que um navio dado como perdido apareceu. As filhas pedem que ele traga inúmeros artigos de luxo da cidade, enquanto Bela pede apenas uma rosa. No fim a viagem se tornou infrutífera e no retorno o pai se perde e vai parar num castelo. Se surpreende com a hospitalidade invisível que lhe é conferida, se alimenta e passa uma noite tranquila. No outro dia se lembra do pedido da Bela e colhe uma rosa no jardim do castelo. Eis que surge a Fera, totalmente ofendida e enfurecida com o roubo da rosa.


Fera diz ao velho para ir embora e retornar após um mês, ou sozinho, ou com uma pessoa que se ofereça para trocar de lugar morar no castelo o fim de seus dias. Claro que Bela se oferece e passa a viver em companhia da temida Fera.

Tão acostumada com a animação da Disney, tive dificuldade em aceitar vários aspectos da história original. Ao invés de utensílios mágicos, Bela é servida por macacos e pássaros sonoros e as janelas de seu quarto são capazes de lhe transportar a outros países, permitindo que a jovem assista a espetáculos nos mais diversos lugares. A presença da Fera é mais contida, sendo que esta aparece apenas nos jantares onde trocam poucas palavras. Para quem sempre ficou na curiosidade, o livro também se estende, até demais, ao contar a história do príncipe.


Só no livro senti o que alguns falam sobre a Bela ser acometida pela Síndrome de Estocolmo. Ao mesmo tempo que reclama da vida no castelo a moça também mostra sentimentos pela Fera. O problema é que a Fera aqui não tem o mesmo carisma e é difícil romantizar a situação.


Ainda que não tenha simpatizado com a história, A Bela e a Fera é boa leitura e foi bom conhecer a obra original. Como alguns outros clássicos, a leitura não é de todo fluída, mas também não é difícil. Apenas a passagem sobre o príncipe se estende mais que o necessário e se torna cansativa. A edição da Zahar possui ilustrações coloridas e conta um pouco sobre autoras e todo o contexto por trás da obra. Uma boa pedida para quem gosta de clássicos ou tem curiosidade em saber mais sobre a história original de A Bela e a Fera.

Nota 3/5 ★

2 comentários:

  1. Oi Thalita! Nossa achei a parte da síndrome de Estocolmo forte, fiquei mais com vontade de ler pra entender melhor essa situação e acho que tb terei dificuldade com alguns aspectos da obra original, é o que a Disney faz com a gente rsrsrsrsrs

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá Mi!
      Leia e me conte :) eu tive dificuldade com muita coisa nesse livro uahuahua
      Bjs

      Excluir

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