quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Piano Vermelho começa bem frenético, o autor já te joga em um ambiente árido, seco e com um personagem destroçado. O ritmo é bem diferente de Caixa de Pássaros, temos mais interações, mais diálogos, mas infelizmente, não conseguiu superar ou se igualar a obra anterior do autor. O perigo está ainda mais perto e incontrolável… Um som. Interligando passado e presente, conhecemos as amarras dessa instigante história.


Os Danes iam além de um simples grupo musical, todos os integrantes são soldados veteranos, compunham juntos a banda do exército dos Estados Unidos e tentar levar a música aos horrores da guerra não diminuía a dor do que fora visto e vivido, muito menos as marcas deixadas ao retornarem para casa.

A diagramação está belíssima, parabéns à Editora Intrínseca! *-*

Em 1957, já no pós-guerra, a banda não consegue emplacar um hit de sucesso, são sombras de um passado glorioso. Philip Tonka, o pianista e líder do grupo, reconhece isso e busca se reerguer para que ele e seus amigos sigam o “Caminho”. Certa tarde, Tonka recebe uma visita inesperada: o secretário Mull, da Inteligência Militar. Ele quer “contratá-los” para uma missão ultra-secreta junto ao Exército dos EUA. “Contratá-los” pois eles iriam, seja por livre e espontânea vontade ou compulsoriamente. O objetivo da missão é investigar e localizar um som, em um deserto na África. Um som terrível, avassalador e com alto poder de destruição.


Seis meses após o incidente no deserto, Philip Tonka acorda estilhaçado em um quarto de hospital. Ele não sabe ao certo o que houve, mas cada osso do seu corpo está quebrado. Ellen, uma das enfermeiras responsáveis pelo soldado, acha estranha a rápida recuperação de alguém que passou meses à beira da morte. Porém, ambos começam a perceber que há algo a mais nessa história: os companheiros de Philip estão desaparecidos, o exército quer explicações e o som está à solta. Para encontrar suas respostas ele precisará escapar e retornar onde tudo começou.

Li Piano Vermelho com altas expectativas, a narrativa te prende ao enredo e ele começa bem e até agustiante, mas lá pelos 2/3 do livro já se nota que o caminho escolhido pelo autor é bem diferente daquilo que fez em Caixa de Pássaros - ele não é uma continuação, mas é quase impossível não relacionar. O ritmo se mantém morno na maior parte da leitura com alguns picos mais quente, mas isso não torna a leitura arrastada, pois a alternância entre passado e presente juntamente com a curiosidade para entender tudo o que aconteceu e descobrir sobre o tal som me manteve na leitura, mas faltou algo.


O caso de Philip é rondado de mistérios e aparente conspiração, não conseguia imaginar o que Malerman faria na reta final, terminei o livro com um misto de decepção e tristeza. O enredo tinha tudooo para dar certo, mas foi se tornando algo confuso - até surreal - e quando parece que vai deslanchar... decepciona (mais ainda do que seu antecessor). 

Os pontos positivos estão na interação entre os personagens, principalmente Tonka e Ellen; os capítulos rápidos, minha curiosidade sobre o que acontecia nos dois períodos de tempo se manteve até o final e o fato de lidar com um sentido pouco explorado nos livros: a audição. Apesar de ficar com a impressão que o autor se perdeu na trama, Piano Vermelho não é de todo ruim, mas é bem  mediano. Bem ♫ Fá 

Nota: 3/5★

E se tem algo que se destaca acima de tudo em minha pesquisa é que a história não para. Não fica parada em silêncio. Ela faz barulho. ~ p.85


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