quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Após o estrondoso sucesso do primeiro livro, Marcus Goldman sofre com a doença dos escritores e não consegue desenvolver uma segunda obra. Com um contrato milionário assinado e agentes no seu pé, Marcus resolve visitar o antigo professor e também escritor Harry Quebert em Aurora, uma tranquila cidade em New Hampshire, em busca de inspiração.

Lá descobre um antigo segredo do professor. Harry, aos 34 anos, se apaixonou por Nola, uma garota de 15 que infelizmente foi morta e cujo corpo nunca foi encontrado. Dias depois, Harry contrata uma empresa para plantar hortênsias em sua propriedade e ao escavar descobrem o corpo de quem? De Nola. Agarrado ao que? Ao manuscrito do seu livro de maior sucesso, fazendo com que seja preso. Marcus, desesperado, resolve se juntar aos investigadores a fim de livrar o amigo que se diz inocente. 


A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert é um livro dentro de um livro. A cada inicio de capítulo Harry nos dá uma breve lição sobre escrita para só então a história progredir. E aí começam os meus problemas com a obra.

Iniciei a leitura muito animada e realmente estava adorando o livro. Até por volta da página 200, quando passei a achar que a história estava se arrastando demais. A coisa parecia ir para frente só para não ir. Apesar de ser narrado em primeira pessoa, o livro às vezes volta no tempo através de memórias ou cartas deixadas pelos personagens, o que nos permite conhecer sua voz. O romance de Harry e Nola não despertou qualquer simpatia. Os diálogos entre os dois são sofríveis e Nola devia chamar muita atenção por conta da bela aparência pois de resto… 


E não só o diálogo dos dois. Uma das piores personagens que já tive o desgosto de conhecer é a mãe do Marcus. Ela basicamente só telefona para o filho a fim de perguntar quando ele arrumará uma mulher ou se é gay já que não tem nenhuma. Parece ser uma tentativa de alívio cômico que se tornou uma total vergonha alheia. Se eu fosse a responsável por editar esse livro teria mandado cortar essa personagem sem dó nem piedade.


Quem acompanha o blog sabe o quanto eu odeio repetições em livros. Esse aqui faz o desfavor de literalmente copiar e colar trechos inteiros. Ele nem tem assim tantas reviravoltas, mas as que têm não convencem. Chegou em um ponto em que eu nem queria mais saber quem afinal tinha matado a Nola. Queria apenas terminar esse livro para poder começar qualquer outro. 


E o meu maior problema com o livro é que ele é excessivamente pretensioso. Lembra que eu disse que a cada começo de capítulo há uma lição sobre a escrita? Coisas como “o último capítulo de um livro deve ser sempre o mais bonito” ou “um bom livro é um livro que lamentamos ter terminado”. É muito interessante, mas como levar a sério essas lições se o próprio livro em que elas estão inseridas não nos passa essa sensação? Palavras que vindas de um escritor do nível do Stephen King fariam super sentido, mas não fazem aqui. Faltou a lição “aprenda a escrever bons diálogos”.

Nota 2/5 ★


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