quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Em Mulheres Sem Nome acompanhamos a Segunda Guerra Mundial pelo ponto de vista de três jovens mulheres: a socialite americana Caroline Ferriday que trabalha voluntariamente no consulado francês; a alemã Herta Oberheuser, uma médica recém formada e a polonesa Kasia Kuzmerick.

Caroline vê seus dias cada vez mais atarefados conforme a guerra avança. São inúmeros apelos de franceses que querem ou entrar ou sair dos Estados Unidos e ela se desdobra entre o trabalho no consulado, jantares beneficentes, envios de roupas a orfanatos e sua paixão pelo ator Paul Rodierre. Já Herta é uma recém formada sem perspectiva. Ainda que hesite, abraça o trabalho no campo de concentração feminino Ravensbrück onde pode usar suas habilidades de cirurgiã sem parcimônia. Já Kasia resolve trabalhar para a resistência polonesa, até ser capturada junto da irmã e mãe e ser enviada para Ravensbrück, onde passará por duras provações.


Os capítulos, narrados em primeira pessoa, vão se intercalando entre as personagens que em algum ponto da história se encontram. O livro segue em um ritmo bom, mas dependendo da personagem em questão ele desacelera. Apesar das atitudes nobres tive dificuldade com os capítulos da Caroline. Seu romance com Paul destoa do resto do livro e diversas vezes fiquei na dúvida se torcia para eles ficarem juntos ou separados. As descrições de seus eventos beneficentes se tornam cansativas com a enxurrada de detalhes de vestidos e citações a marcas de grife.


Gostaria de ter visto mais da Herta. Sua decisão de trabalhar ou não em Ravensbrück foi abrupta e ainda que seja minimamente possível entender o que a levou a cometer tais atos senti falta de um drama maior em torno da personagem. Já Kasia brilha! Sua personalidade forte faz frente ao que está acontecendo e seu desenvolvimento foi muito bom. O bacana é que o livro não termina junto do fim da guerra. Ele segue anos adiante e vemos as sequelas em diversos personagens.


Não demorei para ler Mulheres Sem Nome e posso dizer que a leitura foi prazerosa e interessante, mas no decorrer dela fiquei com a impressão que alguns acontecimentos foram corridos, ainda que ele seja um livro relativamente longo. Baseado em fatos e pessoas reais, a autora explica no fim do livro de onde surgiu a ideia de escrevê-lo e como foi sua extensa pesquisa para chegar onde chegou, além de acrescentar o que há de fictício e real em sua narrativa.


Apesar de tudo os pontos positivos se sobressaem e gostei muito da história. Quantas não mediram esforços para fazer o bem como Caroline, deixaram-se levar e cometeram atrocidades como Herta ou resistiram bravamente como Kasia? Três mulheres que representam milhares. 

Nota 4/5 ★

0 comentários:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Busca

Tecnologia do Blogger.

Sobre Nós

No Blog

Arquivo

Seguidores

Facebook

Instagram

Twitter

Editora Parceira

Parceiros

Postagens Populares

Visitas

As opiniões aqui presentes são próprias das autoras do blog, não representando necessariamente a opinião das editoras e/ou autores.