O Ladrão do Tempo - John Boyne


Matthieu Zela parou de envelhecer, e mesmo com mais de duzentos anos ainda conserva o rosto e o físico de um homem de cinquenta. Eis que ele resolve contar sua história, de como saiu da França junto do meio irmão Thomas após o assassinato brutal da mãe, conheceu e se apaixonou por Dominique no navio até a Inglaterra e viveu ao longo do tempo. O curioso de tudo isso é que os descendentes do seu meio irmão nunca viveram mais que 25 anos de idade, e Matthieu também nos envolve na trágica história dos Thomas ao longo dos séculos.




O livro é dividido em três núcleos que vão se intercalando. O primeiro foca na fuga de Matthieu e Thomas da França, a reconstrução de suas vidas na Inglaterra e o romance com Dominique. No meio termo temos a vida de Matthieu em diversos momentos históricos, como a Revolução Francesa ou a quebra da bolsa de valores de Nova Iorque, e por fim nos dias de hoje (1999 para ser mais precisa, o livro foi lançado em 2000) quando Matthieu trabalha em uma emissora de TV e decide de uma vez por todas que irá salvar o Thomas atual.

John Boyne é um autor que eu não perco um lançamento, mas sofro um caso de amor e ódio com suas obras. Enquanto algumas estão entre meus livros favoritos e devorei em questão de horas, vide O Palácio de Inverno ou Uma História de Solidão, outras foram sofríveis de terminar e eu realmente detestei como A Casa Assombrada ou Noah Foge de Casa. O Ladrão do Tempo é sua primeira obra publicada e fica no meio termo. 


Gosto muito de livros que vão e vem no tempo e achei brilhante a ideia do autor, mas ela poderia ter sido melhor executada. O livro é excessivamente longo e as vezes se torna cansativo e repetitivo. Matthieu sempre nos lembra da sua idade e condição abastada, que aliás é mal explicada. Até sabemos sobre a fonte de renda do Matthieu bicentenário, mas não como ele chegou a sua fortuna inicial. Com exceção do núcleo Matthieu/Dominique, a parte histórica poderia ser mais interessante se fosse mais focada na história, não nos casos amorosos do protagonista. 


O Ladrão do Tempo tem seus momentos interessantes, mas o excesso pesou o livro e o deixou desnecessariamente grande. Nele já é possível perceber as características da escrita de Boyne, o que o transformaria num excelente autor no futuro, e o que também faria alguns de seus livros menos agradáveis de se ler.

Nota 3/5 ★

2 comentários:

  1. Oi Thalita, tudo bem?
    John Boyne me decepcionou com Tormento, então tento evitar ler as suas obras. Porém está parece ser bem interessante. Vou acrescentar na lista de desejados!

    Beijão,
    Vinicius
    omeninoeolivro.blogspot.com

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    Respostas
    1. Olá Vinicius!
      Também não gostei muito de Tormento, mas tente O Menino do Pijama Listrado ou O Palácio de Inverno, são livros muito bons dele :)
      Bjs

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