Making Fun: The Story of Funko

A poucos dias estreou na Netflix o documentário Making Fun: The Story of Funko sobre a fabricante dos nossos queridos Funko Pop. Como colecionadora não pude deixar de conferir!


Lá em 1998 Mike Becker teve a ideia de fabricar “bobbleheads”, bonecos cuja cabeça é maior que o corpo e que geralmente possuem uma mola no pescoço. Com a cara e a coragem ele se ofereceu para produzir bonecos Big Boy. O empreendimento deu super certo e não demorou para que ele e seus sócios/amigos aumentassem a linha.

A ideia sempre foi produzir aquilo que eles gostassem e de forma divertida, o que refletiu até mesmo no título da empresa. Mike realmente curtia o que fazia e a empresa tinha um ar bastante descontraído. Mas os anos de esforço cobraram seu preço e Mike começou a ficar cansado. Em 2005 a Funko foi vendida para Brian Mariotti, atual CEO e responsável pela imensa expansão da empresa.

Além da história da empresa, o documentário traz depoimentos de colecionadores e artistas que também colecionam ou tiveram suas imagens transformadas em bonecos. Entre os colecionadores, me impressionou a coleção do Jacob Telles que só coleciona Freddy Funkos, o mascote da empresa, e da Carol Lamb que possui 6000 peças. E, claro, os depoimentos que relatam bem aquilo o que sentimos: a nostalgia de voltar a infância ao adquirir um Pop daquele personagem que você adorava, a sensação de reaver aquele brinquedo que sua mãe ou você mesmo deu ou jogou fora e o pertencimento de encontrar mais pessoas que também colecionam e gostam da mesma coisa que você.


Sobre os artistas, é bastante curioso ouvi-los falar sobre como nunca se imaginaram imortalizados dessa forma e a sensação de se verem como um bonequinho cabeçudo. Achei muito fofo o depoimento do Walter Emanuel Jones, o Ranger Preto, ao contar como se sente quando um fã chega com um Pop para ele autografar e o quanto ele sabe o que aquilo significa para o seu admirador.

O documentário mostra imagens bastante interessantes como o desenvolvimento de um Pop no computador e sua linha de montagem, mas eu esperava mais detalhes sobre a empresa. Aqui talvez seja um problema de expectativa versus realidade. Eu esperava um documentário unicamente sobre a Funko, e por mais que tenha gostado de certos depoimentos de colecionadores e com certeza me identificado com alguns deles esses relatos algumas vezes se estendem demais e em outras pouco ou nada acrescentam. Ainda que sejam assuntos interligados, mais de uma vez me peguei pensando se estava vendo um documentário sobre uma empresa ou sobre colecionismo de um modo geral.


Making Fun também sofre de um certo problema de montagem com cortes por vezes estranhos. Isso é nitidamente notado em dado momento em que mostram cenas do stand da Funko na San Diego Comic Con. Mostra um assunto, corta para poucos segundos de fila do stand, e passa para outro assunto. 

Making Fun: The Story of Funko poderia ser melhor, mas não deixa de ser um documentário agradável sobre uma empresa bacana e sobre um hobby que tanto gosto. Ele é leve e descontraído e conta tem momentos curiosos e até mesmo emocionantes. Talvez não fosse o que eu esperava, mas ainda assim valeu a pena e super indico :)

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