Anne With An E (2ª Temporada)

Anne With An E está de volta a Netflix! Esse texto contém spoilers da primeira temporada, mas caso ainda não tenha visto a segunda pode ler sem medo :)


Foi com grande expectativa que aguardei o retorno da ruivinha mais simpática da TV por conta do final da primeira temporada. O último episódio termina com a família Cuthbert recebendo dois pensionistas em Green Gables. Tudo estaria bem se eles não fossem os homens que haviam roubado e espancado Jerry (Aymeric Jett Montaz) em Charlottetown! Dei muito escopo para a minha imaginação e tive “certeza” que a segunda temporada começaria com Jerry desmascarando os dois larápios e que altas confusões surgiriam a partir daí.

Mas não é assim que ela começa. Jerry não se lembra dos dois e eles começam a por em prática um plano para tomar dinheiro da população local. Declaram terem encontrado ouro em Avonlea e oferecem um teste que custa 150 dólares para verificar se há fragmentos do metal precioso nas propriedades.


E lá se vão três episódios dessa história que, talvez por conta da minha expectativa quebrada ou por serem só chatos mesmo, eu detestei. Os dois vilões não convenceram e renderam alguns momentos bem forçados. O pior é que as consequências geradas aqui não são ressaltadas adiante, então sinceramente? Não vi necessidade. 

Os três primeiros episódios não ficam presos apenas a isso. Gilbert Blythe (Lucas Jade Zumann) dá as caras junto de Bach (Dalmar Abuzeid), um rapaz negro que trabalha a dez anos alimentando a caldeira de um navio com carvão. Gostei muito da introdução do Bach, a dupla possui uma amizade bacana e traz temas de reflexão interessantes. O desenvolvimento dos personagens é bom, mas a apresentação poderia ser melhor se todas as cenas fossem concentradas em um episódio inteiro dedicado apenas aos dois.

Gilbert e Bach
Outro novo personagem que não posso deixar de citar é o Cole (Cory Gruter-Andrew), aluno adepto das artes que não demora para desenvolver uma grande amizade com a Anne (Amybeth McNulty). Cole é simplesmente incrível! A sintonia entre os dois é sensacional e ele é protagonista de algumas das cenas mais sensíveis dessa temporada. O episódio da festa na casa da Tia Josephine (Deborah Grover) é o melhor da série até agora e mostra como é importante nos aceitarmos como somos.

Cole ❤
Apesar das boas novidades, só a partir do quinto episódio foi que senti que estava assistindo a Anne With An E que tanto me conquistou na primeira temporada. E então a série brilhou com um episódio mais bonito que o outro e ressaltou que o tema da segunda temporada seria o amor nas suas mais diversas formas. 

Agora com dez episódios, Anne With An E continua caprichando na fotografia e na trilha sonora com cenários de encher os olhos e música envolvente. Os novos personagens são carismáticos e nos fazem torcer por eles. Anne ainda é a mesma garota imaginativa de antes, mas agora estabelecida em Avonlea nota-se um amadurecimento na personagem. Não há grandes avanços na história em comparação ao livro, mas ainda se mostra uma excelente adaptação que, por mais que não seja idêntica, preserva as características originais dos personagens ao mesmo tempo em que os moderniza. 


A série mais uma vez aborda de forma natural temas como bullying, culto a beleza, racismo, machismo e homossexualidade. E deixa de inspiração a forma incrível com que Anne vê o mundo e encara as diferenças, o novo e a vida. Um mundo cheio de possibilidades e livre de preconceitos. No final das contas a segunda temporada não supera a primeira, mas a série de modo geral muito boa e uma das mais cativantes obras que assisti na Netflix.

Confira o trailer da segunda temporada e boa série!

Um comentário:

  1. Ainda não vi essa série, mas fiquei bem curiosa :)

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